Paraná tem o maior crescimento na produção industrial de alimentos do país, aponta IBGE

Redação

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O Paraná foi o estado com maior crescimento na produção industrial de alimentos do país. Além dele, Pará, Minas Gerais, São Paulo, Santa Catarina e Goiás também registraram aumento, de acordo com os dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgados na última terça-feira (10).

Entre janeiro e outubro de 2019, a evolução foi de 8,9% em relação ao mesmo período de 2018. Além disso, foi o maior índice série histórica nos primeiros dez meses do ano desde 2002.

Enquanto o Paraná teve esse aumento, o Brasil apresentou um crescimento de 1,6% na produção nacional de alimentos industrializados. Essa produção envolve o abate de carnes, fabricação de óleos, laticínios, moagem, beneficiamento de produtos, refino, torrefação de café e preservação de pescados.

“Somos líderes nacionais na produção de frango e peixes, e estamos entre os principais nas cadeias de suínos, soja, leite e frutas e legumes. Esse índice foi construído a muitas mãos, e temos potencial para alcançar números maiores nos próximos anos”, celebrou o governador Ratinho Junior.

DADOS DO IBGE

Recortando dados entre janeiro e outubro, o índice mais próximo de 8,9% foi registrado em 2010 – de 8,7% – e em 2006 – de 6,2%. Contudo, desde 2002, foram sete resultados negativos, que acumulados, formam um tombo de -11,5%.

“Estruturalmente o setor industrial tem um peso muito significativo no nosso Produto Interno Bruto. É um setor que cresceu muito e que impulsiona o comércio, e que, no agronegócio, cresce incorporando tecnologia de ponta. Se o balanço conjuntural brasileiro apontar crescimento, há potencial ainda maior nesse segmento”, analisa o pesquisador Francisco Castro, do Ipardes (Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social).

“As cooperativas tiveram papel fundamental de descentralização da produção para o Interior ao longa das últimas décadas, e elas estão entre as maiores exportadoras do Estado e as maiores da América Latina. Temos grandes cooperativas em Cascavel, Medianeira, Maringá, Campo Mourão, Marechal Cândido Rondon. Além das exportações brutas das commodities, elas desenvolveram processos de agregação de valor muito importantes para a economia paranaense”, completa.

INVESTIMENTO NO ESTADO

216 cooperativas paranaenses vinculadas ao Sistema Ocepar anunciaram investimentos de R$ 3,8 bilhões em 2020. Dentro desse valor, R$ 3,4 bilhões serão investidos no Paraná.

O planejamento se concentra em infraestrutura (armazenagem, logística e produção de energia) – cerca de R$ 1,1 bilhão, e na industrialização da produção agrícola e da pecuária (suinocultura, avicultura e a indústria láctea projetam, juntas, investimentos de R$ 1,08 bilhão).

Para o engenheiro agrônomo e superintendente da Ocepar, Robson Mafioletti, a alta do dólar deve ajudar no crescimento do setor – já que as cooperativas recebem 60% de tudo o que é produzido nos campos paranaenses.

“Temos inúmeras cooperativas que recebem a produção primária e a processam. Essas janelas internacionais, com possibilidade de aumentar a exportação, puxaram o preço para cima, o que favorece os exportadores. Nesse contexto, os investimentos projetados pelas cooperativas praticamente duplicaram”, conclui.

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