Governo do Paraná discute implantação de Porto Seco no Sudoeste do estado

Redação


O Paraná poderá contar com um Porto Seco na região Sudoeste do estado, que faz divisa com a Argentina. O Governo Estadual busca a implantação do novo terminal em Santo Antônio do Sudoeste e discutiu o projeto nesta quarta-feira (11) com a Receita Federal.

Segundo a administração estadual, a nova unidade seria estratégica para a entrada e saída de produtos para o Mercosul, especialmente de frutas e grãos provenientes da Argentina e do Paraguai. Atualmente, o ingresso de mercadorias do bloco de integração sul-americano acontece pelo Porto Seco de Foz do Iguaçu, na Tríplice Fronteira, e de Dionísio Cerqueira, em Santa Catarina.

“Geograficamente, esse projeto é importante para nós e ajudaria a consolidar o Paraná como a grande central logística da América do Sul. A região Sudoeste tem um comércio grande com a Argentina e é também uma grande produtora agrícola”, destacou o governador Ratinho Junior.

A proposta é que o terminal seja instalado em um imóvel de 60 mil metros quadrados localizado a 500 metros da aduana de Santo Antônio do Sudoeste. O espaço pertence ao Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná).

ESFORÇO DIPLOMÁTICO PARA A IMPLANTAÇÃO DO PORTO SECO NO SUDOESTE DO ESTADO

Como a implantação do terminal esbarra em uma cláusula do Acordo de Recife, que estabelece pontos específicos para o controle de fronteira entre os países do Mercosul, o governador do Paraná, Ratinho Junior, levará o projeto aos Ministérios das Relações Exteriores e da Economia, além da possibilidade de apresentar ao governo da província argentina de Misiones, cuja a cidade de San Antonio faz fronteira com Santo Antônio do Sudoeste.

“O único posto autorizado pelo Mercosul para desembaraço das cargas que vêm da Argentina é pelo Porto de Seco de Foz do Iguaçu. Por isso, um trabalho diplomático seria importante para convencer os outros países com relação ao projeto. A implantação também depende da demanda na região, que deve ser apresentada no estudo de viabilidade”, explicou Claudia Leão, superintendente da Receita Federal da 9ª Região Fiscal.

Para o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), Ademar Traiano, que também participou da reunião para implantação do Porto Seco em Santo Antônio do Sudoeste, no Palácio Iguaçu, os estudos técnicos já realizados apontam para a viabilidade do projeto.

“Ele vai desafogar a situação de Foz do Iguaçu e Dionísio Cerqueira, além de gerar divisas para o Estado, é mais uma porta de entrada de produtos importados ao Paraná. Temos a estrutura montada na cidade, a Receita Federal entendeu sua importância e agora vamos trabalhar na questão diplomática, tanto com o Itamaraty como com o governador argentino”, disse Traiano.

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