Paraná é segundo estado brasileiro com maior número de vagas temporárias para Páscoa

Thaissa Martiniuk - Bandnews FM Curitiba

O Paraná é o segundo estado brasileiro com o maior número de vagas temporárias abertas para o período da Páscoa. A estimativa da Associação Brasileira do Trabalho Temporário é de que o Estado gere, em média, 31.600 postos de trabalho até o final do mês de abril. Para todo o país, no primeiro quadrimestre do ano, a previsão é de que sejam geradas pelo menos 440 mil  vagas, um crescimento de 13,5% em comparação ao ano de 2018.

O maior número de contratações está no Estado de São Paulo, com a expectativa de ofertar pouco mais de 290 mil  vagas, o que representa 65,78% do total estimado para esse período em todo o país. O Rio de Janeiro vem em terceira colocação no ranking dos estados, com a oferta de 28.700 postos de trabalho.

A presidente da Associação, Michelle Karine, explica que a retomada da economia, mesmo que de forma gradual, contribui para que haja uma maior contratação, principalmente de trabalhadores temporários. Ela explica que essa modalidade é a primeira que reage ao mercado quando há esse aquecimento econômico. “Como é um regime jurídico de contratação específica, ele é um trabalhador formal, com direito assegurado, mas ele não é um empregado seletista, isso ajuda muito as empresas quando elas estão com as receitas flutuantes ainda. O que isso significa? Quando ela tem um período de singelo aquecimento ela contrata essa modalidade, na hipótese de demanda complementar de serviço que é o que a lei autoriza, respaldando o trabalhador, respaldando a empresa”, explicou.

De acordo com a Asserttem, as contratações para Páscoa começam ainda em janeiro nas indústrias e seguem até abril com a movimentação, principalmente, nos pontos de venda, atendimento e até mesmo produção. “Por isso que se inicia três, quatro meses antes da venda. Começa na indústria, depois a gente sente o comportamento de estoque e depois vai para a loja. Então, nessa época inicia as contratações mais de comércio e a indústria vai encerrando essa demanda”, afirmou.


A modalidade temporária foi instituída no Brasil em 1974 com o objetivo de permitir que a empresa contrate o trabalhador quando há uma necessidade transitória e pontual. Michelle Karine lembra que, embora, o empregado não tenha vínculo empregatício por meio da CLT, a lei também prevê garantias e direitos ao trabalhador que é contratado no regime temporário.

“Essas necessidades, de uma parte e de outra, tanto do trabalhador que precisa de um emprego e da empresa que precisa de mão de obra, e não tenha prejuízos recíprocos”, destacou.

A vigência do contrato de trabalho temporário pode ser até de 180 dias, consecutivos ou não,podendo ser prorrogado por até 90 dias.

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