Paraná registra oscilação na produção industrial, segundo IBGE

Jorge de Sousa

Paraná registra oscilação na produção industrial, segundo IBGE

A produção industrial no Paraná apresenta forte oscilação durante o ano de 2021, sendo que desde junho o ritmo do setor apresenta desaceleração.

Os números foram divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quarta-feira (10).

Segundo o índice, a variação mensal da produção industrial no Paraná em setembro apresentou queda de 0,4%, mesmo valor do indicador nacional.

Na Região Sul, apenas o Rio Grande do Sul apresentou alta no indicador com 0,7% de alta.

“A avaliação mês a mês tem oscilado este ano no Paraná, mas com uma performance de mais quedas do que altas. Do início ano até agora são cinco resultados de redução contra quatro de resultados positivos. O que sinaliza uma certa fragilidade na produção industrial no estado”, explicou o economista da FIEP (Federação das Indústrias do Paraná), Evânio Felippe.

Na comparação com o mês de setembro de 2020, a indústria do Paraná apresenta elevação de 0,9%, enquanto o acumulado do ano registra crescimento de 13,3%.

“Importante lembrar que a partir de setembro do ano passado, o setor iniciou uma trajetória de recuperação robusta, após o baque inicial da pandemia. Na avaliação com o mesmo mês do ano anterior é possível comparar os resultados estatísticos mais reais do que vinha acontecendo nos meses anteriores, quando as bases comparativas ainda eram muito baixas”, completa Evânio Felippe.

O indicador do IBGE ainda apontou que sete das 13 atividades analisadas pelo órgão apresentaram índice abaixo do esperado em setembro, em comparação com o mesmo período de 2020: móveis (-20,6%), borracha e material plástico (-8,8%), alimentos (-6,8%), bebidas (-5,2%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-4,6%).

Já os setores de máquinas e equipamentos (35,9%), produtos de metal (11,7%), químicos (7,1%), minerais não-metálicos (6,6%) e madeira (4,2%) apresentaram crescimento, enquanto o automotivo permaneceu estável.

“Se o setor alimentício e automotivo, que têm um peso grande na composição da atividade industrial do Paraná, tivessem performances melhores, o resultado geral seria bem melhor”, aponta o economista da FIEP, Thiago Quadros.

“Uma das explicações pode ser a alta taxa de desemprego no país e a queda na renda média do brasileiro, que afetam diretamente o poder de compra da população, gerando diminuição no consumo das famílias. O setor de carnes, por exemplo, que representa quase 10% do PIB industrial do Paraná, tem registrado retração por conta do aumento nos preços e dificuldades na exportação do produto. E isso impacta no desempenho da atividade como um todo no estado”, finaliza Felippe.

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