Paraná vai abrigar maior usina eólica do sul do país

Fernando Garcel e BandNews FM Curitiba


O Paraná vai sediar a maior usina de energia eólica do Sul do Brasil. A instalação do Complexo de Geração Eólica Palmas II deve começar ainda neste ano, na cidade de Palmas, na região sudoeste do estado. A unidade terá potência total projetada de 200 MW , o suficiente para abastecer um município de 240 mil habitantes.

Essa potência é quase 80 vezes superior ao primeiro parque construído na região, o Palmas I , que está em operação desde 1999, com potência de 2,5 MW e foi construído pela Copel. O investimento da nova usina é de um bilhão e duzentos mil reais.

O projeto é privado, desenvolvido pela Enerbios, empresa do Grupo Enercons, de Curitiba. Segundo o presidente da Enerbios e engenheiro responsável técnico pelo projeto, Ivo Pugnaloni, os investimentos no parque eólico iniciaram há quase dez anos, com o arrendamento das terras e medição dos ventos.

A próxima etapa do projeto é a emissão da licença prévia ambiental. Segundo a empresa, uma audiência pública convocada pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP), foi realizada no dia 1º de março e contou com a presença de mais de 200 pessoas, mas depois que a obra começar, é preciso obter, junto ao IAP, a licença ambiental de instalação. Essa licença só emitida depois de uma fiscalização do instituto para constatar que todos os programas ambientais que a empresa se comprometeu estão sendo cumpridos.

Esse passo deve acontecer no segundo semestre de 2018. A Enerbios deve garantir, por exemplo, cuidado com o nível de ruído e distância de moradias, proteção contra colisão com pássaros e cuidados também na abertura de novos acessos. As estradas rurais que já existem na região vão receber melhorias como alargamentos, sinalização e drenagem.

Mas construção tem ainda um impasse: para quem será vendida a energia produzida no local. Uma opção é o sistema de leilão, regulado para 62 distribuidoras de energia do Brasil. Outra é o chamado ambiente de livre contratação, em que a energia é vendida diretamente para comercializadoras que revendem para grandes consumidores. “A maioria dos industriais não sabem quem podem comprar energia no chamado ambiente de livre negociação. É outra modalidade de venda dessa energia que vamos gerar pela Enerbios lá em Palmas”, conta Pubnaloni.

Entre os possíveis consumidores diretos estão indústrias, shoppings e supermercados, por exemplo. A Usina vai ser instalada nas imediações do quilômetro 30 da PR-280.

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