Parque também é bom negócio, aponta estudo

Narley Resende


Thiago Machado, Metro Jornal Curitiba

Um estudo realizado pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, em parceira com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, a Secretaria de Recursos Hídricos e com o IAP (Instituto Ambiental do Paraná), apontou que, mais do que benefícios ambientais, parques e unidades de conservação podem gerar lucro para as comunidades.

A metodologia levou em conta 10 itens que geram benefícios econômicos e que podem ser mensurados. A conclusão foi de que os 5 parques avaliados pelo estudo geraram R$ 80 milhões no último ano.

O destaque foi o Parque Barigui, que somou R$ 43 milhões. Ainda foram avaliados 4 parques estaduais: o Parque das Lauráceas (R$ 18,7 milhões), entre Tunas do Paraná e Adrianópolis; Vila Velha (R$ 13 milhões), em Ponta Grossa; Pico do Marumbi (R$ 4,4 milhões), em Morretes, Piraquara e Quatro Barras; e o Parque do Cerrado (679 mil), em Jaguariaíva.

ParquesA diretora executiva da Fundação Grupo Boticário, Malu Nunes, destaca que os números são apenas do que pode ser medido financeiramente, excluindo a biodiversidade em si. “Embora amplo, o estudo não abarcou todos os benefícios possíveis, nem considerou o valor da biodiversidade em si, ou seja, certamente esses parques valem muito mais que isso, mas esses números servem de referência”, diz.

O número de visitantes é o item que gera mais retorno – no Barigui foram R$ 37 milhões do total de R$ 43 milhões do parque. O impacto de contratações e compras foi o segundo, com R$ 4,4 milhões.

A gerente de projetos ambientais da fundação, Leide Takahashi, diz que apesar de Curitiba ter um número expressivo de parques, eles não estão distribuídos de forma homogênea, o que prejudica a visitação.

“Eles foram feitos em fundos de vales, ou áreas que restaram. O ideal seria que as pessoas não precisassem ir tão longe para visitar os parques. Isso ainda seria importante para as comunidades abraçarem esses locais”, diz.

Ela lembra que mesmo parques considerados pequenos dentro das cidades trazem benefícios ambientais. “O Barigui tem o tamanho do Ibirapuera, mas guarda uma biodiversidade importante”, explica.

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