Participação do interior na produção de riquezas aumentou R$ 71 bilhões no PR

Fernando Garcel


Com Thiago Machado, Metro Jornal Curitiba

A diferença da produção de riqueza entre capital e região metropolitana e o interior está ficando menos desigual com o passar dos últimos anos no Paraná. Esta é a conclusão do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes), após a compilação dos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 2010, o interior gerava 55,2% do PIB paranaense; já em 2013 (o dado mais recente disponível), essa participação havia alcançado 58,7%. No período, o PIB do interior passou de R$ 124,4 bilhões para R$ 195,4 bilhões.

O diretor de pesquisa do Ipardes, Daniel Nojima, explica que o melhor desempenho comparativo dos município do interior está ligado aos investimentos especialmente do setor de carnes – que via de regra são feitos por cooperativas historicamente bem organizadas nos municípios menores. “Todo município, por pequeno que seja, têm um insumo importante, que é o milho – por isso participa dessa cadeia como produtor de ração. Além disso, alguns municípios pequenos também construíram novos abatedouros, o que contribuiu com esse resultado”, explica.

O fato dos dados analisados serem de antes de 2013 (portanto anteriores aos efeitos mais notáveis da crise econômica) não afeta a tendência geral de uma maior participação do interior do Paraná, diz Nojima. “O setor frigorífico sofreu, sim, com a alta de preços dos insumos, e depois de 2013 sabemos de algumas empresas do setor avícola,fecharam, mas são eventos pontuais”, pondera. “Esses setores passaram por fosso e não devem demorar muito para se recuperar”, aposta.

Nojima cita ainda alguns investimentos de impacto surgidos mesmo durante a crise: é o caso de um abatedouro de suínos em Castro, do aumento da capacidade da produção de bebidas em Cambé, da expansão da capacidade de processamento de leito de Castro e de um abatedouro de aves em Ubiratã. Além da cadeia ligada aos frigoríficos, a indústria do vestuário, a produção de grãos e florestal foram os setores que mais geraram empregos no período nas cidades do interior.

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