Pessimismo cresce e economia paranaense deve andar de lado no 2º semestre

Cristina Seciuk - CBN Curitiba

Trabalhadores em indústria de automóveis

Depois de doze meses de otimismo em alta, a percepção da indústria paranaense para o futuro passa a tendências mais pessimistas. É o que aponta o Índice de Confiança da Indústria da Transformação, pesquisado pela Fiep.

O índice de confiança, o ICIT-PR, crescia significativamente até o início deste ano, mas a tendência já se inverte. A queda mais recente registrada foi de seis pontos no mês de junho em comparação com maio, mas é a quarta consecutiva apontada pelos levantamentos da Federação das Indústrias do estado.

De acordo com o economista da Fiep, Roberto Zurcher, o otimismo vem perdendo espaço depois de um ano de boas perspectivas. O sentimento foi impactado por episódios negativos para o setor, como a paralisação dos caminhoneiros. “Foram 12 meses de crescimento contínuo e positivo. Esse primeiro semestre do ano foi positivo em relação ao primeiro semestre do ano anterior. O que nós percebemos, a partir de abril, é uma inversão dessa tendência que vem se acentuar mais em junho por conta da greve dos transportes de cargas do país”, afirma.

Na avaliação de Zurcher, a queda no índice de confiança revela uma visão nebulosa de futuro por parte do empresariado. De um modo, o pessimismo tem relação com o cenário de incerteza gerado pela não consolidação das reformas macroeconômicas, tão prometidas pelo governo federal. O resultado dessa desconfiança: a economia deve andar de lado no segundo semestre.

Outro motivo para a queda no otimismo do setor produtivo é a insegurança produzida pela proximidade das eleições de outubro, com indefinição sobre os rumos do país a partir de 2019.

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