Polícia Ambiental alerta sobre os perigos de soltar balões

Mariana Ohde


Com BandNews Curitiba

Somente neste ano, a Polícia Ambiental Força Verde do Paraná apreendeu cinco balões na região de Curitiba. De acordo com um levantamento do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), nos meses de inverno, quando os índices de umidade atingem níveis mais baixos, a frequência de balões no céu chega a aumentar 75% em relação à média anual.

O subcomandante do Batalhão de Polícia Ambiental Força Verde, major Manoel Jorge dos Santos Neto, lembra das situações de maior risco. “A que mais nos chamou a atenção foi um balão que estava indo em direção ao aeroporto Afonso Pena”, conta. “Esse foi o mais perigoso que vimos em função de afetar o tráfego aéreo”.

Soltar balão é crime ambiental e está previsto ainda no Código Penal Brasileiro. Se o balão cair em uma área residencial, por exemplo, o baloeiro pode pegar uma pena de detenção de até dez anos.

O subcomandante lembra os riscos que a atividade traz. “Há a necessidade que as pessoas entendam que soltar balão não é seguro. O balão é um objeto que vai flutuar à deriva, à mercê da natureza, não há previsão de onde esse balão vai cair. Quem solta o balão não tem controle”.

“Eles não sabem o que estão fazendo e podem causar um acidente gravíssimo, quer seja na região urbana ou na região rural, com relação à fauna e à flora, e principalmente na soltura de balões próximos às áreas onde circulam aeronaves”.

Ainda de acordo com o Cenipa, em 2015, em todo o país, foram avistados 336 balões; em 2016 o número saltou para 510, um aumento de quase 60%. Em 2017, entre janeiro e abril, foram avistados 134 balões.

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Mariana Ohde
Repórter no Paraná Portal