Programa de Transferência de Renda para Agricultura Familiar terá apoio do MST

O secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, se reuniu nesta quarta-feira (15) com lideranças do M..

Mariana Ohde - 16 de março de 2017, 08:22

O estilista Samuel Cirnansck escolhendo tecidos TexPrima.
O estilista Samuel Cirnansck escolhendo tecidos TexPrima.

O secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, se reuniu nesta quarta-feira (15) com lideranças do Movimento dos Trabalhadores sem Terra e pediu o apoio do movimento para ampliar o programa de Transferência de Renda para Agricultura Familiar, lançado pelo governo do Paraná. Ortigara apresentou o programa social e disse que neste ano pretende superar meta para enquadramento de famílias vulneráveis no programa e para isso quer contar com ajuda do Movimento e dos municípios.

O desafio foi bem recebido pelas lideranças que prometeram se engajar no programa. Segundo o líder Roberto Baggio, “parte dos beneficiários da reforma agrária se enquadra nesse programa e por isso vamos ajudar”, disse.

O programa prevê investimentos para transferência direta de recursos para famílias em situação de vulnerabilidade. Segundo Ortigara, os recursos devem seguir um projeto assinado pela Emater ou entidades parceiras, como as prefeituras, para garantir geração de renda para essas famílias.

Atendimento

A meta estabelecida para este ano é atender 1,7 mil famílias em situação de extrema pobreza, que vivem em 156 municípios prioritários. “Queremos superar essa meta este ano e dinheiro para isso nós temos. Nosso objetivo é combater a desigualdade social no campo e se dermos um empurrãozinho nas famílias que podem ser atendidas, elas vão prosperar”, frisou o secretário.

Um dos coordenadores do MST, Cristiano Czycza, se comprometeu a levar esse processo para ser divulgado em reuniões e assembleias das cooperativas para que mais famílias carentes possam ter conhecimento desse apoio do governo do Paraná. “Vamos levantar que público temos em nossa base que possa ser enquadrado no programa”, disse.

Recursos

O programa prevê investimentos de R$ 14,7 milhões até 2019, em transferência direta de renda, com meta de beneficiar 5,6 mil famílias em 156 municípios. Cada família selecionada vai receber um benefício no valor de R$ 2 mil ou R$ 3 mil, dependendo da renda familiar. Os recursos são do Banco Interamericano de Desenvolvimento e contrapartida do Governo do Paraná.

As famílias beneficiárias do projeto devem estar inscritas no cadastro único para programas sociais do governo federal e estarem em situação de vulnerabilidade social, com renda abaixo de R$ 180,00 per capita por família ou um salário mínimo mensal. O recurso deve ser investido em um projeto pré-definido pela família e pelos técnicos da Emater. As famílias serão acompanhadas e orientadas pelos extensionistas.

De acordo com o secretário, quase todos esses projetos iniciam com o básico, que é saneamento dentro de casa, com a instalação de um banheiro e de água na cozinha, por exemplo. “Parece que não, mas esse cuidado transforma a vida das pessoas”, disse Ortigara.

Uma segunda etapa do programa é ajudar essas famílias a produzirem seus próprios alimentos, para viverem com saúde. Se houver excedente, elas serão orientadas pelos técnicos da Emater a vender essa produção para gerar renda. Ainda haverá uma terceira etapa, segundo o secretário, que será a preparação das famílias para transformarem a produção e comercializar os produtos, para que possam obter uma renda mais efetiva para o sustento.

O projeto Renda Agricultor Familiar é coordenado pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento, Secretaria da Família e Desenvolvimento Social e Instituto Emater, envolvendo outras secretarias e prefeituras.