Queda de postos de trabalho perde fôlego em julho no Paraná

Da AENO Paraná fechou julho com um saldo negativo de 5.618 vagas com carteira assinada, resultado da diferença en..

Roger Pereira - 25 de agosto de 2016, 18:32

Da AEN

O Paraná fechou julho com um saldo negativo de 5.618 vagas com carteira assinada, resultado da diferença entre 85,4 mil admissões e 91,1 demissões, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quinta-feira (25) pelo Ministério do Trabalho.

O saldo negativo, no entanto é menor do que o registrado no mesmo período do ano passado, quando houve uma perda de 12.355 postos de trabalho. Foi o menor saldo negativo do Sul do País. Santa Catarina eliminou 5.819 vagas e o Rio Grande do Sul 12.166 postos de trabalho em julho.

Apesar de ainda negativo, a redução no ritmo de perda de postos de trabalho reforça a avaliação de que o pior momento para o emprego já passou no Estado. “Embora ainda esteja negativo, o indicador está menos pior do que no ano passado. Ainda não é uma recuperação, estamos em crise, mas pode indicar que o saldo de empregos possa gradualmente melhorar nos próximos meses. A projeção é que o Paraná, até o final do ano, registre algum saldo positivo, ainda que pequeno”, diz o diretor-presidente do Ipardes (Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social), Julio Suzuki.

No acumulado de janeiro a julho, o saldo ficou negativo em 22.059 vagas no Paraná, com uma queda do saldo negativo de 0,83% em relação ao estoque de empregos em dezembro do ano passado.

A agropecuária seguiu liderando a geração de vagas no Estado nos primeiros sete meses do ano, com saldo positivo de 1.267 empregos, seguida pelo setor de administração pública, com 610 vagas e Serviços, com 35.

Em julho, por conta da sazonalidade da safra, a agropecuária fechou 190 vagas no Estado. Os destaques positivos foram administração pública, com saldo positivo de 191 vagas, serviços de utilidade pública (114) e construção civil (7).

O setor de serviços foi o que mais eliminou postos, com saldo negativo de 2.203 empregos, seguido pela indústria de transformação, com 1.967.

Apesar de alguns sinais de melhora da economia brasileira, o emprego deve ser o último a se recuperar, de acordo com Suzuki. A trajetória mais lenta de melhora do emprego se deve à cautela do empresário em contratar. “Com os altos custos da contratação, as empresas vão esperar ao máximo para voltar a gerar novas vagas. Isso só deve ocorrer quando as incertezas tiverem passado”, diz.

Em todo Brasil, mercado de trabalho brasileiro registrou em julho deste ano o fechamento de 94.724 postos de trabalho com carteira assinada.