Redução no preço de gasolina nos postos depende de distribuidoras, diz sindicato

Após a Petrobras anunciar nova redução nos preços dos combustíveis nas refinarias - gasolina ficará 3,1% mais barata, em..

Andreza Rossini - 09 de novembro de 2016, 13:01

Após a Petrobras anunciar nova redução nos preços dos combustíveis nas refinarias - gasolina ficará 3,1% mais barata, em média, e o óleo diesel, 10,4% - o Sindicato dos Revendedores de Combustíveis e Lojas de Conveniências do Estado do Paraná (Sindicombustíveis-PR) afirmou que a redução dos preços nas bombas depende das distribuidoras.

De acordo com o sindicato, a primeira redução nos preços não foi repassada para os postos pelas distribuidoras e uma atual alteração nos valores depende, novamente, das distribuidoras. A entidade lembrou que os preços não são regulamentados devido ao comércio livre.

Se o reajuste for repassado ao consumidor integralmente, a gasolina pode cair 1,3% ou R$ 0,05 por litro e o diesel pode ficar 6,6% ou cerca de R$ 0,20 por litro mais barato, calcula a Petrobras.

Veja na íntegra: 

A medida é bem vista por todo o setor da revenda de combustíveis, pois confirma a nova postura de acompanhar a variação do mercado internacional, sem intervencionismo de natureza política.

Preços mais baixos são positivos para todo o mercado, por fomentar à venda e estimular a economia de forma geral.

Esclarecemos, contudo, que os postos de combustíveis representam a última etapa da cadeia de comercialização, recebendo os produtos por meio das distribuidoras, que têm liberdade para praticar seus preços, dentro de um mercado livre.

Até o momento, não recebemos informações oficiais sobre como as distribuidoras vão trabalhar com a nova política de preços. Qualquer tendência de redução, naturalmente, depende de como as distribuidoras vão atuar.

Após o anúncio anterior da Petrobras, em outubro, as distribuidoras não ofereceram as aguardadas reduções aos postos, fato decorrido da grande alta do etanol e do biodiesel. Na ocasião, a divulgada redução acabou por ser neutralizada por esta alta dos biocombustíveis. Relembramos que, por força de lei, o etanol representa 27% da mistura na gasolina comercializada no Brasil. O diesel B, por sua vez, recebe a adição de 7% de biodiesel.

Concluímos salientando que não é função do Sindicato formular, fiscalizar ou sequer monitorar preços, uma vez que o mercado é livre e cada revendedor tem autonomia para exercer sua própria política de precificação.

Por isso a entidade se manifesta com grande cuidado em situações que envolvem preço, para que não ocorram interpretações erradas, tanto por parte da mídia como por parte de órgãos fiscalizadores.