Setor de serviços demitiu mais de 15 mil em três meses e marca protesto contra “entraves da prefeitura”

Redação


 

Por Pedro Ribeiro

Com espada no pescoço do setor de serviços ligados às áreas de turismo, bares, restaurantes, e entretenimentos, a Prefeitura de Curitiba já provocou a demissão de mais de 15 mil trabalhadores diretos nos últimos três meses, com exigências e entraves na liberação de alvarás de funcionamentos desses segmentos. “O prefeito Rafael Greca, com sangue nos olhos, está nocauteando nosso setor, responsável por 150 mil empregos na capital, ao colocar dificuldades nas nossas reivindicações, nos deixando reféns da burocracia e nas mãos dos fiscais que usam de má-fé para impedir nosso trabalho”, critica o presidente da Abrabar – Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas, empresário Fábio Aguayo.

“Queremos respeito e oportunidade para trabalhar, pois se o prefeito quer uma cidade bonita, com infraestrutura urbana e qualidade de vida, não pode prescindir dos nossos segmentos, pois são eles que contribuem para pagar esta conta com ISS e ICMS”, desabafa Aguayo. Hoje, segundo ele, são perto de três mil alvarás travadas por mês em função das exigências “descabidas e absurdas” da Prefeitura de Curitiba, disse. Ao mesmo tempo em que despreza e prejudica nossos segmentos, o prefeito concede o funcionamento, por exemplo, da Igreja Universal, sem a exigência do alvará, numa demonstração de perseguição política, critica.

A Abrabar e o Sindicato das Empresas de Gastronomia e Entretenimento de Curitiba estão programando um protesto a ser realizado dia dois de maio, em frente a Prefeitura de Curitiba. Será “balada e panelada a céu aberto”, com a participação de bandas de música, trabalhadores nas áreas do turismo, contadores, garçons e empresários, entre outros, disse Aguayo. O protesto faz parte da campanha “Destrava Curitiba” lançada pelas categorias, com vistas às liberações de alvarás de funcionamento.

Greca, segundo Aguayo, disse, durante sua campanha, que “se você não sabe fazer, eu faço. Sim, o que ele fez foi aumentar impostos, tirar benefícios de servidores e não trouxe qualquer eficiência ao serviço público”. Os empresários querem a valorização do empreendedorismo da capital, com a reversão da lógica de concessão de alvarás.

O prefeito Greca foi protagonista, recentemente, do fechamento do Bar James, localizado na Avenida Vicente Machado, coincidentemente, próximo à casa do prefeito. Procuram pelo em ovo e, como nada acharam, fecharam o estabelecimento justificando falta de alvarás de “construção” e não de funcionamento. “Esta ação foi mais uma perseguição política do prefeito que impediu o funcionamento de um estabelecimento comercial, que gera emprego e tributos, apenas porque ficava próximo ao seu apartamento. Portanto, não há critério e não existe bom-senso na questão”, observou o empresário.

A prefeitura de Curitiba foi procurada pela reportagem mas, por enquanto, não vai comentar o assunto.

 

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