'Teremos um novo presidente no Brasil', diz Jorge Paulo Lemann

Lemann é o homem mais rico do Brasil, segundo a Forbes, com fortuna estimada em US$ 16,1 bilhões (R$ 76,3 bilhões).

Folhapress - 10 de abril de 2022, 10:12

Foto: Divulgação
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O empresário e bilionário Jorge Paulo Lemann disse, neste sábado (8), esperar mudanças no Brasil para o próximo ano.

"Temos uma eleição em andamento no Brasil e nós teremos um novo presidente. Meu objetivo básico no Brasil é tentar melhorar a educação. Estamos preparando um novo kit de como melhorar a educação no Brasil, que é o que acho que o Brasil mais precisa", disse Lemann em um debate da Brazil Conference.

O evento é realizado em Boston, por alunos de Harvard e do MIT.

Lemann deu a declaração após ser indagado sobre o que gostaria de ter realizado daqui a um ano.

"A principal coisa que estou tentando é melhorar a educação em termos de tornar as pessoas capazes de participar da economia das startups ou mesmo ser competitivos no mundo", afirmou.

O empresário não fez outros comentários sobre as eleições, e não quis dar entrevista após o evento.

Lemann é o homem mais rico do Brasil, segundo a Forbes, com fortuna estimada em US$ 16,1 bilhões (R$ 76,3 bilhões).

O empresário participou de um debate sobre inovação nos modelos de trabalho pós-Covid, ao lado de Henrique Dubugras, co-fundador da Brex, e de Justin Mateen, co-fundador do Tinder.

Durante o debate, Lemann fez mais perguntas do que deu respostas. Sobre trabalho remoto, respondeu que "eu gosto para mim. Acho que isso funciona para vários tipos de empresas, mas para outras não", ponderou.

Os palestrantes concordaram que uma das principais questões do trabalho remoto é a dificuldade para treinar novos funcionários e passar a cultura da empresa para eles. E que a vantagem principal é a de poder contratar pessoas de várias partes do mundo, como uma empresa no Vale do Silício recrutar colaboradores em outros países, inclusive do Brasil.

Em setembro de 2021, Lemann disse estar preocupado com a falta de diálogo no país.

"Acho que estamos performando mal no Brasil no geral. Falta diálogo, as pessoas precisam conversar sobre os problemas comuns, ouvir pontos de vista diferentes, encontrar soluções, soluções pragmáticas que nos levem para frente novamente", disse em um evento naquela ocasião.