Como a retomada do turismo em São Paulo pode beneficiar o Paraná

Mirian Villa

Como a retomada do turismo em São Paulo pode beneficiar o Paraná?

A Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo apresentou, nos últimos meses, diversas propostas para a retomada do turismo ainda em 2021. Com as restrições impostas pela pandemia da Covid-19, a procura por viagens dentro do país cresceram e entraram no roteiro dos brasileiros. E o Paraná tem a ganhar com isso.

O chamado turismo de “proximidade” ou “doméstico” é a aposta de diversas cidades para a retomada econômica. É o caso de São Paulo e Paraná, estados vizinhos que dividem belezas naturais e atrações encontradas apenas nesta região.

Um exemplo é o Vale do Ribeira, que foi palco da AdventureWeek na última semana de outubro. O evento com operadores, agentes de viagens e jornalistas de seis países, incluindo EUA, China e Canadá, mostrou o potencial da região na emissão de turistas ao Brasil. 

O local é a principal reserva de Mata Atlântica do Brasil e possui parques naturais, casario tombado, dunas e a segunda maior concentração nacional de cavernas como, por exemplo, o Parque Estadual da Caverna do Diabo, que fica à três horas, em média, de Curitiba.

Com a sua própria retomada econômica colocada em prática, o Paraná pode se beneficiar das ações de investimento no turismo dos estados vizinhos, já que muitos brasileiros ainda não se sentem confortáveis para realizar viagens longas de avião ou ônibus e preferem fazer o trajeto de carro.

Além de traçar um plano para atrair viajantes, o governo do Eestado não paralisou obras nas rodovias durante os momentos mais críticos da pandemia, proporcionando entrega de diversas estradas neste ano, trazendo mais conforto a um novo tipo de turista: aquele que quer conhecer as belezas naturais brasileiras.

Pensando na mudança de roteiro, de viagens longas para aquelas rápidas e mais próximas, o Paraná definiu polos prioritários na retomada econômica. Eles são: Curitiba, Maringá, Ponta Grossa, Londrina, Foz do Iguaçu, Campo Mourão, Umuarama, Toledo, Cascavel, Pato Branco, Guarapuava e Francisco Beltrão.

Natureza e proximidade – como o investimento no turismo em São Paulo pode ajudar o Paraná

Mas o que todos os destinos têm em comum? Natureza. E como o investimento de São Paulo pode beneficiar a economia paranaense? Viagem de proximidade. Por exemplo, as estradas de São Paulo registraram 121,3% do movimento de 2019 nos finais de semana em 2021.

Da capital paulista até Curitiba, uma viagem de carro dura, em média, seis horas. Durante o trajeto, o viajante encontra diversas atrações, desde cavernas até morros. Se ele quiser seguir alguns quilômetros em frente, pode conhecer o Parque Estadual de Vila Velha ou o Buraco do Padre.

E os planos de divulgação já apresentam resultados, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou que as atividades turísticas no Paraná tiveram expansão de 5,4% em agosto. Foi o segundo melhor desempenho do País, atrás apenas de Goiás, que registrou 8,8%.

A expectativa é que em 2022 os estados alcancem os números do turismo do período pré-pandemia. Com o avanço da vacinação em todo país, governos e empresas estão com projeções animadoras para recuperar o impacto econômico provocado pelo isolamento social no próximo ano.

 

A repórter Mirian Villa viajou a São Paulo a convite do São Paulo Convention & Visitors Bureau (SPCVB) e Visite São Paulo, e da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear)

Previous ArticleNext Article
[post_explorer post_id="800695" target="#post-wrapper" type="infinite" loader="standard" scroll_distance="0" taxonomy="category" transition="fade:350" scroll="false:0:0"]