Vagas de trabalho temporário na páscoa caíram 5,9%

Andreza Rossini

Redação com assessoria

No período de outubro de 2017 a março de 2018, a produção, promoção e venda de produtos para a Páscoa de 2018 gerou 23 mil vagas de trabalho temporário no Brasil, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab).

Segundo o presidente do Sincabima – Sindicato das Indústrias de Cacau e Balas, Massas Alimenticias, Biscoitos de Doces e Conservas Alimenticias do Paraná, Rommel Barion, a produção para a data comemorativa já está em fase de conclusão. “Portanto, as contratações agora são voltadas especialmente para a área comercial. Há vagas para repositores e promotores, entre outras.”

O número representa uma queda de 5,9% em relação a 2017. Mas, no comparativo entre 2017 e 2016, o volume de vagas temporárias teve queda de 15%. “A indústria de chocolates está em processo de recuperação da crise econômica. Desde o terceiro trimestre do ano passado, temos sinais de melhora”, comenta o presidente.


No Paraná, o cenário é positivo com a espera de crescimento na produção e nas vendas de 5% a 20% entre os fabricantes de chocolates. A Mondeléz Brasil abriu 7,9 mil vagas temporárias em 2018. No ano anterior, foram 7,5 mil vagas. “O fim de ano é um bom indicador de recuperação da economia e reflete um momento melhor para a Páscoa. Em 2017, apesar da crise, também tivemos uma boa Páscoa. Em relação a geração de empregos o resultado também é positivo”, comenta o gerente de Marketing de Chocolates Sazonais Mondeléz Brasil, Ricardo Reis.

A Barion teve incremento de 10% em seu projeto de Páscoa, em relação à 2017, com 110 contratações temporárias para este ano, realizadas desde outubro para sua linha de produção. “Para a parte comercial, que envolve pós-produção e vendas, prevemos ainda a contratação de 20 pessoas. Isso porque temos apenas uma loja, que é a nossa loja de fábrica, onde esperamos a visita de cerca de 11 mil pessoas até o final da Páscoa”, diz a diretora de Marketing da empresa, Fernanda Barion.

Temporários contratados

Uma média de 10% a 15% dos funcionários temporários contratados para a Páscoa acabam efetivados, conforme Abicab. “É uma oportunidade para entrar ou voltar ao mercado de trabalho. Aqueles que mostram empenho e qualificação têm mais chances de serem contratados”, diz o presidente do Sincabima.

A gerente de Qualidade da Barion, Patrícia Amarante, confirma que todo ano alguns dos profissionais temporários acabam por continuar na empresa. “Quem é bom realmente fica. Temos como exemplo uma colaboradora contratada para a Páscoa, que tinha formação na área de qualidade e demonstrou ser uma ótima profissional. Ela acabou contratada no setor de qualidade. Hoje faz cinco anos que ela está na empresa e foi, mais de uma vez, líder de produção de Páscoa”, exemplifica.

Produção artesanal

Uma novidade é a nova linha da empresa destinada a transformadores. “São cascas de ovos, que vendemos na loja da fábrica, pelo televendas ou por meio de distribuidores e lojas especializadas, para atender o público que faz produtos para revender em pequenas lojas ou no mercado informal”, explica a gerente de Marketing da empresa, Fernanda Barion. Segundo ela, a procura superou as expectativas.

“Percebemos que foi uma demanda crescente, muitas pessoas nos procuraram pedindo essa solução. As cascas de ovos prontas diminuem o custo de produção e melhora a padronização de produtos artesanais para a Páscoa”, explica.

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