Vagas na indústria criativa crescem no Brasil

Os empregos na chamada indústria criativa tiveram crescimento de 0,1% em 2015 na comparação com 2013 e chegaram a 851,2 ..

Mariana Ohde - 12 de dezembro de 2016, 08:30

Os empregos na chamada indústria criativa tiveram crescimento de 0,1% em 2015 na comparação com 2013 e chegaram a 851,2 mil trabalhadores.

Os estados de São Paulo e Rio de Janeiro concentram a metade dos empregos criativos no país, com 328 mil e 99 mil trabalhadores, respectivamente. Em São Paulo, a maior parte dos profissionais (69 mil) estão na área de publicidade; e no Rio, em tecnologia.

Os dados são do Mapeamento da Indústria Criativa no Brasil, divulgado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). “No período em que o Brasil perdeu, nesses dois anos de análise, 900 mil postos de trabalho, qualquer saldo positivo é comemorado. E a indústria criativa foi positiva”, disse o gerente do Programa da Indústria Criativa do Sistema Firjan, Gabriel Pinto.

A maior parte das novas vagas estão na área de cultura (patrimônio e artes, música, artes cênicas e expressões culturais), que teve crescimento de 7,1%. “A gastronomia puxou a cultura para cima, porque se consolidou como uma expressão cultural”, explica Gabriel. Em termos de remuneração, o mapeamento mostra que os profissionais, em todos os estados, ganham acima da média nacional de R$ 2.451, porém os salários caíram em 23 unidades federativas entre 2013 e 2015.

PIB Criativo

A participação da produção da indústria criativa, no Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, aumentou de 2,56%, em 2013, para 2,64%, em 2015, gerando R$ 155,6 bilhões. No ranking por estados, a maior participação da indústria criativa no PIB estadual foi registrada em São Paulo (3,9%), seguida do Rio de Janeiro (3,7%) e Distrito Federal (3,1%), superando a média nacional.

De acordo com a sondagem, 18 unidades da Federação mantiveram ou ampliaram a participação do PIB Criativo no período pesquisado. O número de estabelecimentos ligados ao setor cresceu 5,6%, somando 239 mil, em 2015.