Venda de apartamentos ainda escapa da crise

Redação


Ao menos para a venda de apartamentos novos, a crise econômica não teve impacto no último ano em Curitiba. Pelo contrário, até março houve aumento.

Foram vendidas 1.234 unidades, gerando R$ 565 milhões — um aumento de 5% no número de apartamentos e de 12% no faturamento, segundo os dados da Ademi (Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná).

O diretor de Pesquisa de Mercado da associação, Fábio Tadeu Araújo, explica que os números apontam especialmente para um aumento nas vendas para as classes médias e altas.

Aproveitando as promoções, esses clientes fizeram um ‘upgrade’ nas suas moradias. “Tivemos um maior volume de entrega que se acumulou, mas que agora está se encerrando. Para eliminar essas entregas muitas empresas fizeram promoções”, explica.

Segundo ele, o ciclo de preços em baixa deve se encerrar em dois meses. Até agosto será o melhor período para aproveitar os bons preços. Araújo diz ainda que embora não tenha afetado as vendas, a crise econômica fez com que os investimentos diminuíssem.

Isso vai forçar uma redução das entregas nos próximos anos. “A crise afeta todos os setores. Em Curitiba o setor imobiliário sofreu menos que a média No entanto reduziram-se os lançamentos”, diz.

A Ademi ainda prevê uma mudança nos padrões dos novos imóveis — devido ao encarecimento dos terrenos, a aposta das construtoras será para os apartamentos acima dos R$ 250 mil.

Construtora ampliou vendas

A mudança do limite do programa Minha Casa Minha Vida, de R$175 mil para R$ 200 mil, impulsionou as vendas de apartamentos populares em Curitiba. A MRV, empresa em que praticamente 100% dos imóveis se enquadram no programa, teve um aumento de 60% nas vendas na planta no trimestre no Paraná.

Em Curitiba foram 284 vendas nesse ano, contra apenas 94 no ano passado. “Foi uma surpresa positiva para nós, em especial nesse momento de retração em todos os setores”, diz o gestor de vendas, Marcelo Alves. Antes da nova faixa, muitos apartamentos acima de R$ 175 mil não entravam no programa e passaram a entrar, explica.

Além do programa federal, outro fator que ajudou foi a redução dos custos com a mão-de-obra, o que barateou as construções.

(Thiago Machado, Metro Jornal Curitiba)

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