Vendas no varejo crescem 0,1% em maio, aponta IBGE

Esta foi a quinta alta consecutiva do indicador; apesar disso, o ritmo de crescimento vem caindo desde janeiro.

Victor Abdala - Repórter da Agência Brasil - 13 de julho de 2022, 10:14

Foto: Gilson Abreu/AEN
Foto: Gilson Abreu/AEN

O volume de vendas no comércio varejista teve variação positiva de 0,1% na passagem de abril para maio. Esta foi a quinta alta consecutiva do indicador. Apesar disso, o ritmo de crescimento vem caindo desde janeiro, quando houve um aumento de 2,3% no volume.

Em fevereiro e março, as taxas chegaram a 1,4%, enquanto em abril, o setor cresceu 0,8%. Os dados são da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada hoje (13).

Na média móvel trimestral, o comércio varejista teve alta de 0,7%. No acumulado do ano, o setor cresceu 1,8%.

Por outro lado, houve queda de 0,2% na comparação com maio de 2021 e de 0,4% no acumulado de 12 meses.

Na passagem de abril para maio, seis das oito atividades do varejo tiveram alta:

  • livros, jornais, revistas e papelaria (5,5%)
  • artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (3,6%)
  • tecidos, vestuário e calçados (3,5%)
  • combustíveis e lubrificantes (2,1%)
  • equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (2%)
  • hiper, supermercados, produtos  alimentícios, bebidas e fumo (1%)

Duas atividades tiveram queda: outros artigos de uso pessoal e doméstico (-2,2%) e móveis e eletrodomésticos (-3%).

A receita nominal cresceu 0,4% de abril para maio, 2,8% na média móvel trimestral, 17% na comparação com maio de 2021, 16,8% no acumulado do ano e de 13,6% no acumulado de 12 meses.

Varejo ampliado

O varejo ampliado, que também inclui materiais de construção e veículos, teve crescimento de 0,2% de abril para maio. Os veículos, motos, partes e peças tiveram queda de 0,2%, já os materiais de construção recuaram 1,1%.

O segmento do varejo ampliado teve queda de 0,7% na comparação com maio de 2021. Foram registradas altas de 1% no acumulado do ano e de 0,3% no acumulado de 12 meses.