Coritiba amarga o rebaixamento e Atlético-PR vê mais um ano passar

Francielly Azevedo


Por Francielly Azevedo e Roger Pereira

O ano do futebol paranaense foi marcado por altos e baixos. O Coritiba tirou o título estadual do Atlético-PR, mas amargou o rebaixamento para Série B no final do ano. Já o rubro-negro não teve grandes feitos em 2017.

Na dupla atletiba, parecia que seria um ano de selar a paz. No clássico que não aconteceu durante o paranaense, as duas equipes entraram em campo, literalmente, de mãos dadas. Revolucionaram ao transmitir juntos a primeira partida de futebol por meio apenas da internet. Mas o amor entre os rivais não durou muito tempo. Logo nasceram os desentendimentos e as trocas de farpas entre os dirigentes dos clubes.

No Paranaense, os dois travaram uma batalha até o fim pela taça e quem ficou com ela foi o alviverde.

Atlético-PR e o ano perdido

O ano do Atlético era tido como promissor, já que o rubro-negro disputaria a Copa Libertadores. Apostando em nomes fortes pro ataque, o Furacão também “deu com os burros n’água” ao ter um setor ofensivo sem muita efetividade.

Na Libertadores até iniciou com vitórias importantes e que deram esperança. Superou o Millonarios e o Capiatá e entrou em um dos grupos mais difíceis da competição, junto com San Lorenzo, Universidad Católica-CHI e Flamengo. Contrariando as expectativas, superou as dificuldades na última rodada do grupo diante do Católica. Depois de perder por 1 a 0, conseguiu virar para um 3 a 2, aos 41 do segundo tempo e se classificar deixando o Flamengo de fora do torneio. Mas o rubro-negro não conseguiu manter o ritmo e terminou eliminado pelo Santos.

No meio do Brasileiro, as promessas Carlos Alberto e Grafitte não tiveram resultados e deixaram o clube. Teve ainda a ida de Paulo Autuori para a diretoria de futebol e a chegada de Eduardo Baptista. O técnico não agradou muito e Fabiano Soares assumiu.

No extra-campo, as brigas entre torcida e diretoria só aumentaram. A praça em frente à Arena da Baixada virou estádio e os torcedores revoltados passaram a assistir aos jogos de lá.

O clube, que sonhava alto, caiu na tabela do Brasileirão e deixou o G8 para trás. Como consolo, restou a vaga na Sul-Americana.

 

Do céu ao inferno: o ano do Coritiba

O Coritiba foi do céu ao inferno neste ano. Iniciou bem a temporada conquistando o título do Campeonato Paranaense em cima do seu maior rival Atlético-PR. Além disso, teve um bom começo de Campeonato Brasileiro, figurando entre as primeiras posições, só que não demorou a descer na tabela e a partir da sétima rodada iniciou a queda livre.

No comando de Carpegiani, o time apostou em contratações. Mas o técnico deixou a equipe após a eliminação na Copa do Brasil, ao perder por 2 a 0 para o ASA, no Couto Pereira. Depois disso, Pachequinho assumiu e conquistou o seu primeiro título como técnico. Só que seria só isso. O treinador também não sobreviveu aos tropeços e foi demitido para chegada de Marcelo Oliveira.

A queda começou no jogo contra o Bahia, em que o atacante e capitão da equipe, Kleber, terminou punido por uma cusparada em Edson. Gladiador pegou 15 jogos de suspensão, conseguiu reduzir a pena, porém, em uma coletiva de imprensa, criticou o STJD e pegou mais dois jogos de gancho. Não bastasse isso, enfrentou uma cirurgia no joelho, que o deixou de molho mais um tempo.

Na etapa final do Brasileirão até parecia que o time alviverde iria se salvar, após conseguir uma sequência de resultados positivos. Só que não deu. A decisão foi para a última rodada, contra a Chapecoense, fora de casa. Um empate salvaria a pele do Coxa, desde que o Vitória perdesse para o Flamengo. Já nos minutos finais, o rubro-negro carioca virou e derrotou os baianos. Mas o Coritiba também levou a virada praticamente no mesmo momento e amargou o rebaixamento. 

 

 

 

 

 

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Jornalista, formada pela Universidade Tuiuti do Paraná. Tem passagens pela TV Educativa, TV Assembleia, TV Transamérica, CATVE, Rádio Iguassu e Folha de Londrina. Atualmente trabalha no Paraná Portal e na Rádio CBN.