Em 2017, o Paraná Clube calou quem duvidava

Francielly Azevedo


Por Francielly Azevedo e Roger Pereira

O Paraná Clube iniciou o ano como se soubesse que esse seria o último na Série B após 10 temporadas. E foi com Rodrigo Pastana, gerente de futebol, que o clube deu o primeiro passo ao montar uma equipe de qualidade com orçamento enxuto.

No Campeonato Paranaense, o time fez uma campanha regular, só que não ficou com o título. Mas isso pouco importava, porque o objetivo era sair da carrasca segunda divisão do brasileiro.

Este também foi um ano para o Tricolor colecionar técnicos. O primeiro treinador, Wagner Lopes, se destacou e foi buscar oportunidades no futebol asiático. No lugar dele entrou Cristian de Souza, que não teve muito sucesso, acumulou tropeços e abriu espaço para vinda de Lisca. O gaúcho até fez um bom trabalho, mas extra-campo passou por confusões justamente com o auxiliar Matheus Costa, que viria a ser o técnico do acesso.

Lisca foi acusado de agredir Matheus na véspera do jogo com o Atlético-MG, em Belo Horizonte, pela Primeira Liga. O que de fato aconteceu até hoje a torcida não sabe.

E por falar em Atlético-MG, foi contra o Galo que o Paraná perdeu o goleiro Léo. O arqueiro sofreu uma fratura na face ao se chocar com Fred. Com isso, o gerente de futebol paranista precisou ir às pressas ao mercado da bola para achar um substituto. O contratado? Richard, vindo do Água Santa, e que por aqui se tornou “São Richard” amado pela torcida.

O sonho do acesso começou a ser traçado efetivamente no dia 16 de setembro, quando o Paraná bateu o Londrina por 2 a 1, na Vila Capanema, e entrou no G4. O feito empolgou a equipe de marketing do clube, que iniciou a campanha “Cale quem dúvida” para lotar a Arena da Baixada, na 28ª rodada, contra o Internacional. A proposta de bater o recorde de público do Atlético-PR foi concluída com êxito e quase 40 mil pessoas estiveram presentes para ver a vitória em cima do então líder gaúcho.

Mas o acesso demorou a ser garantido. Com alguns tropeços pelo caminho, o Tricolor chegou até a ser questionado. Porém não restou mais dúvidas no dia 18 de novembro, quando o Paraná derrotou o CRB, por 1 a 0, em Alagoas, com um gol contra de Audálio e trouxe para casa a classificação para a Série A.

Na recepção do time, um mar tricolor aguardava a delegação no aeroporto. De lá, uma carreata com milhares de torcedores seguiu os jogadores e comissão técnica até a Vila Capanema. E para fechar o ano com chave de ouro, outro recorde. Dessa vez o estádio escolhido foi o Couto Pereira com 37 mil torcedores, em um empate em 1 a 1, com o Boa Esporte. 2017 marcou, além do retorno à elite, a despedida do goleiro Marcos.

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Jornalista, formada pela Universidade Tuiuti do Paraná. Tem passagens pela TV Educativa, TV Assembleia, TV Transamérica, CATVE, Rádio Iguassu e Folha de Londrina. Atualmente trabalha no Paraná Portal e na Rádio CBN.