2018: o ano da afirmação do Athletico no futebol brasileiro

2018 foi especial para o Athletico. Além da mudança no nome e do título estadual, o clube se sagrou campeão da Copa Sul-..

Vinicius Cordeiro - 29 de dezembro de 2018, 14:11

PR - FINAL SULAMERICANA - ATLETICO PR X JR BARRANQUILLA - ESPORTES -  Chegada da equipe do Atlético-PR, para a partida Final da Copa Sul-Americana 2018, na Arena da Baixada, em Curitiba, nesta quarta-feira (12). Foto: Geraldo Bubniak /AGB
PR - FINAL SULAMERICANA - ATLETICO PR X JR BARRANQUILLA - ESPORTES - Chegada da equipe do Atlético-PR, para a partida Final da Copa Sul-Americana 2018, na Arena da Baixada, em Curitiba, nesta quarta-feira (12). Foto: Geraldo Bubniak /AGB

2018 foi especial para o Athletico. Além da mudança no nome e do título estadual, o clube se sagrou campeão da Copa Sul-Americana. Com 94 anos de história, a última conquista de expressão do Furacão foi em 2001, quando triunfou no Campeonato Brasileiro.

O inédito título internacional coloca a equipe em outro patamar no âmbito nacional, mas o sucesso rubro-negro se passa muito por Tiago Nunes. Foi ele quem começou a temporada no comando técnico do time de aspirantes. Com a mesma postura de ignorar o Campeonato Paranaense, o Athletico colocou seu time principal para treinar com o técnico Fernando Diniz. A ideia era enraizar o estilo de jogo do comandante, com posse de bola e movimentação, em todas as categorias do clube.

Ninguém mais no Brasil consegue privar o seu elenco principal para ficar sob treinamentos durante o Estadual. Enquanto isso, os aspirantes  agradavam em campo. Nunes colocou os jovens e funcionou: o goleiro Caio, Zé Ivaldo, Léo Pereira, Renan Lodi, Bruno Guimarães, João Pedro e o experiente Ederson deram resultado, também orientados pelos experientes Emerson Silva e Pierre. Apesar da eliminação para o Rio Branco, nos pênaltis, durante o primeiro turno (Taça Dionísio Filho), a equipe conquistou a Taça Caio Júnior e derrotou o rival Coritiba para se sagrar campeão regional.

'Era Diniz'

No time principal, Fernando Diniz sobreviveu nas fases iniciais da Copa do Brasil e Sul-Americana. Chegou a 10 jogos de invencibilidade, jejum interrompido quando o Palmeiras (que viria a se tornar campeão brasileiro) foi à Arena da Baixada e derrotou os mandantes por 3 a 1. O confronto levantou a dúvida se as ideias diferentes do treinador com aquele nível de plantel conseguiria competir com os grandes elencos do Brasil - vale lembrar que o time de Diniz empatou por 0 a 0 com o Grêmio, campeão da Libertadores e sob comando de Renato Gaúcho, em um dos duelos mais elogiados do torneio nacional. A partir dali, Diniz começou a perder o elenco.

Tentando fazer ajustes e reencontrar os resultados, o recém anunciado treinador do Fluminense fez diversas improvisações e mudanças na equipe, mas não funcionou. O péssimo aproveitamento ficou escancarado no empate sem gols contra o rival Paraná, pior time da Série A 2018. Durante os 90 minutos do clássico, o Athletico chutou uma única vez ao gol paranista. Não demorou para o time chegar ao penúltimo lugar do Brasileirão.

Inicialmente, o Athletico deve analisar se existem jovens com potencial para assumir algum protagonismo no time principal. Após isso, o clube deve ir ao mercado em busca de reforçar suas carências.