Dirigente culpa o governo caso a Espanha fique fora da Copa

Francielly Azevedo


O presidente suspenso da Federação Espanhola de Futebol (RFEF), Ángel Maria Villar, confirmou que a possibilidade da Espanha ficar fora da Copa do Mundo da Rússia em 2018 “é séria” e culpou o governo espanhol pela intervenção na entidade. A afirmação foi feita nesta segunda-feira (18) durante entrevista coletiva, em Madri.

Villar está afastado desde julho da presidência da RFEF pelo Conselho Superior de Esportes (CSD). O órgão do governo o tirou do cargo após acusações de corrupção. Ele é suspeito pela má utilização do dinheiro público e de receber comissões ilegais referentes a amistosos da seleção espanhola. O dirigente chegou a ser preso, mas pagou fiança e foi liberado. “O único responsável caso a seleção não possa jogar a Copa é a atuação deste governo”, garantiu Villar.

 

Denúncia

A denúncia que pode tirar a Espanha da Copa foi apresentada pelo próprio Villar, que também é ex-vice-presidente da Fifa. Segundo ele, o governo teria se intrometido no processo eleitoral da Federação Espanhola de Futebol exigindo nova votação. De acordo com o regulamento da Fifa, intervenções políticas não são permitidas.

“A possibilidade (da Espanha ficar fora da Copa) é séria, ninguém quer isso e eu muito menos”, declarou Villar.

Como punição, existe o risco de exclusão da Espanha da Copa no próximo ano. “Todas as federações devem administrar seus assuntos de forma independente e garantir que nenhuma ingerência se produza por parte de terceiros em seus assuntos internos”, diz o comunicado da Fifa.

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Jornalista, formada pela Universidade Tuiuti do Paraná. Tem passagens pela TV Educativa, TV Assembleia, TV Transamérica, CATVE, Rádio Iguassu e Folha de Londrina. Atualmente trabalha no Paraná Portal e na Rádio CBN.