Nos pênaltis e com recorde de público, Athletico é campeão da Copa Sul-Americana

Vinicius Cordeiro


Pela primeira vez em sua história, o Athletico Paranaense é campeão da Copa Sul-Americana.

O título veio nesta quarta-feira (12), nos pênaltis – o empate por 1 a 1 (mesmo placar com o Junior Barranquilla persistir no tempo normal e na prorrogação. Pablo marcou no primeiro tempo, mas Teo Gutiérrez igualou pelos colombianos, que ainda perderam uma penalidade no tempo extra com Barrera. No final das contas, Thiago Heleno converteu a penalidade decisiva!

De quebra, a Arena da Baixada ainda teve seu recorde de público: 40. 263 pessoas. Antes, a marca era do rival Paraná, que contou com 39.416 pessoas para derrotar o Internacional por 1 a 0 pela Série B.

Esse é o primeiro título de expressão do Rubro-Negro desde a conquista do Campeonato Brasileiro de 2001. Vale lembrar que o clube bateu na trave e ficou com o vice da Libertadores em 2005 e da Copa do Brasil em 2013. Curiosamente, a equipe atleticana jogou o duelo decisivo fora de casa nas duas últimas decisões – no Beira-Rio contra o Internacional e no Maracanã contra o Flamengo, respectivamente.

Depois de uma atuação ruim no empate por 1 a 1 pelo jogo da ida, o Rubro-Negro voltou a atuar bem no primeiro tempo. O time atleticano pressionou nos minutos iniciais e chegou a arrematar três vezes em oito minutos. O Junior até equilibrou a partida, mas sofreu o primeiro gol aos 26 minutos. Pablo recebeu ótimo passe de Raphael Veiga e bateu firme para incendiar a Arena. O ritmo caiu depois do gol, mas a equipe ainda segurou a vantagem até o intervalo.

O Junior voltou decidido em buscar o empate e foi recompensado aos 12 minutos da etapa final. Barrera cobrou o escanteio, a bola foi desviada e Teo Gutiérrez completou para o fundo das redes. O Athletico tomou um susto logo no minuto seguinte: Léo Pereira vacilou na defesa e Díaz saiu na cara do gol, mas a bola saiu à esquerda da trave por um triz. O atacante apareceu de novo aos 19, exigindo boa defesa do goleiro Santos e, em seguida, Barrera ainda arrematou na rede pelo lado de fora.

Com o Junior melhor e com o Furacão sem assustar o rival, o duelo ficou extremamente tenso e se encaminhou para a prorrogação. Cansadas, as duas equipes produziram pouco no tempo extra. Porém, aos cinco minutos da etapa final, o goleiro Santos fez pênalti no atacante Yoni González. O que parecia uma tragédia se transformou em sorte e um gás extra. O meia Barrera bateu mal e mandou por cima do gol, ressuscitando o time atleticano na briga.

Na decisão por pênaltis, Gabriel Fuentes e Teo Gutiérrez erraram pelos visitantes e Renan Lodi perdeu a quarta cobrança rubro-negra. Porém, ele contou com a eficiência dos companheiros: Jonathan, Raphael Veiga, Bergson e Thiago Heleno converteram suas cobranças e deram o título ao Rubro-Negro.

Confira as imagens de Geraldo Bubniak desse dia histórico.

 

 

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