Argentina leva a melhor e vence o Brasil no basquete após prorrogações

Redação


Fábio Aleixo e José Ricardo Leite
do UOL, no Rio de Janeiro

Após duas prorrogações, a Seleção Brasileira masculina de basquete foi derrotada com placar de 111 a 107 pelos argentinos neste sábado (13). Agora, os brasileiros precisam vencer a Nigéria e torcer contra a Espanha conquistar uma vaga nas quartas de final.

O Brasil teve muita dificuldade contra a Argentina no primeiro quarto. Apesar de Nenê começar bem, com seis pontos dentro do garrafão, eram os hermanos que tinham maior facilidade no setor ofensivo.

A defesa de perímetro do Brasil não funcionava, e a Argentina, com a pontaria muito calibrada, abusou dos lances de três pontos, que fizeram a diferença. Com seis conversões de dez tentativas, a seleção argentina conseguiu abrir boa vantagem e terminou o período com uma vantagem de nove pontos: 28 a 19. Nocioni foi o grande destaque, com 12 pontos e dois rebotes.

Sem funcionar no primeiro quarto, Rubén Magnano optou por mexer na equipe que estava em quadra e apostou nas entradas do ala-pivô Guilherme Giovannoni e do ala-armador Vítor Benite. E as alterações deram muito certo.

Com uma boa sequência de ataques, após desperdícios na parte ofensiva da argentina, os dois viraram a placar e mudaram a história do jogo. Com boas infiltrações e grandes arremessos de três pontos, Giovannoni e Benite somaram para 26 pontos, sendo dez do ala-pivô e 13 do armador. Ao final do período, vitória parcial brasileira por 52 a 44, com incríveis 33 a 16 neste quarto.

No último e decisivo quarto, Brasil melhorou e conseguiu segurar a pressão argentina. Além da boa entrada de Rafael Hettsheimeir, as bolas de Nocioni não entravam com tanta facilidade e a vantagem de cinco pontos se manteve até metade do período.

O problema é que a Argentina, como de costume, não desistia do jogo e voltava a tirar a diferença do placar. No último ataque com menos de dez segundos no relógio, Nocioni arriscou novamente e, dessa vez, a bola caiu. 85 a 85. Magnano até pediu tempo para tentar organizar uma última posse de bola, mas a jogada entre Nenê e Huertas não funcionou e o duelo foi para a prorrogação.

Depois de mais um empate, as seleções foram para segunda prorrogação. E, nessa, quem decidiu foi Campazzo. Com duas bolas seguidas de três pontos, o armador colocou uma boa vantagem aos argentinos no placar. Leandrinho até acordou e, com pontos consecutivos, ainda tentou manter o Brasil vivo, mas não foi o suficiente para evitar a derrota brasileira.

Secando o adversário

Com o revés, o Brasil fica com três derrotas e apenas uma vitória (1-3). Agora, precisa secar a Espanha (1-2), que enfrenta mais tarde a Lituânia e, na última rodada, a Argentina.

Se o Brasil vencer a Nigéria, e a Espanha perder pelo menos um de seus jogos finais, a seleção entra porque venceu os espanhóis no confronto direto (primeiro critério de desempate).

Ainda assim, na melhor das hipóteses, o Brasil se classificará como quarto colocado do grupo, enfrentando nas quartas de final a temida seleção dos Estados Unidos.

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