Athletico: Felipão é o único técnico brasileiro nas oitavas da Libertadores

Brasil tem seis times nas oitavas de final da Libertadores, mas apenas o Athletico é comandado por um treinador brasileiro

Pedro Melo - 27 de maio de 2022, 17:00

(Geraldo Bubniak/AGB)
(Geraldo Bubniak/AGB)

O experiente Luiz Felipe Scolari, do Athletico, é o único técnico brasileiro nas oitavas de final da Libertadores. Atlético-MG, Corinthians, Flamengo, Fortaleza e Palmeiras são os outros representantes do Brasil no mata-mata, mas todos são treinados por estrangeiros.

Os clubes brasileiros no mata-mata da Libertadores apostam em sua maioria em treinadores portugueses: Abel Ferreira (Palmeiras), Vitor Pereira (Corinthians) e Paulo Sousa (Flamengo). Já Atlético-MG e Foraleza são comandados por argentinos: Antonio 'El Turco' Mohamed e Juan Pablo Vojvoda, respectivamente.

Red Bull Bragantino e América-MG, que foram eliminados na fase de grupos, eram comandados por brasileiros. O time de Bragança Paulista, atual vice-campeão da Sul-Americana, tem um trabalho já a longo prazo com Maurício Barbieri e a equipe mineira começou o torneio com Marquinhos Santos e terminou com Vagner Mancini.

O país com mais técnicos nas oitavas de final da Libertadores é a Argentina. Além de Atlético-MG e Fortaleza, Boca Juniors, River Plate, Estudiantes e Colón têm treinadores argentinos.

A LISTA DOS TÉCNICOS NAS OITAVAS DE FINAL DA LIBERTADORES

  • Brasil: Felipão (Athletico)
  • Argentina: 'El Turco' Mohamed (Atlético-MG), Juan Pablo Vojvoda (Fortaleza), Marcelo Gallardo (River Plate), Sebastián Battaglia (Boca Juniors), Júlio César Falcioni (Colón) e Ricardo Zielinski (Estudiantes)
  • Portugal: Abel Ferreira (Palmeiras), Paulo Sousa (Flamengo), Pedro Caixinha (Talleres) e Paulo Sousa (Flamengo)
  • Paraguai: Daniel Garnero (Libertad) e Francisco Arce (Cerro Porteño)
  • Espanha: Ismael Rescalvo (Emelec)
  • Uruguai: Alexander Medina (Vélez Sarsfield)
  • Colômbia: Hernán Torres (Tolima)

FELIPÃO TAMBÉM É O TÉCNICO MAIS EXPERIENTE NA LIBERTADORES

Além de ser o único brasileirão, Felipão também é o técnico mais velho na disputa da Libertadores. Aos 73 anos, ele já estava na mira do Athletico desde a saída de Paulo Autuori, mas não aceitou de primeira por estar com a família em Portugal. Porém, após a saída de Fábio Carille, Scolari aceitou o convite para trabalhar como diretor e também como treinador.

E a missão não era simples. Felipão chegou já com a fase de grupos da Libertadores em andamento e com o Athletico na lanterna do grupo. Porém, ganhou os últimos dois jogos contra Libertad, do Paraguai, e Caracas, da Venezuela, e se classificou para o mata-mata.

"Eles veem em mim uma pessoa mais velha, que vivenciou diversas situações na vida e no futebol, e que pode lhes passar algo de benéfico. Tenho uma felicidade de estar no Athletico e uma pena que só vir trabalhar agora. Em 2001, estive aqui com a seleção. Estou contente de trabalhar com esse grupo. Não sabemos se vamos conseguir o que planejamos, mas estamos trabalhando bem. O futuro do Athletico não passa apenas por mim, mas por todos que imaginaram como vai ser daqui alguns anos. Como disse o Ancelotti [técnico do Real Madrid], não me vejo velho, não sou velho, conheço alguma coisa de futebol e características de jogadores", afirmou Felipão.