Atlético e Celepar firmam parceria para compartilhar dados do cadastro biométrico

Roger Pereira


Da BandNews FM Curitiba

Uma parceria para o compartilhamento de banco de dados entre a Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar) e o Atlético Paranaense foi firmada na tarde dessa segunda-feira (23). De acordo com o Governo Estadual, o Paraná é o primeiro estado a utilizar o cadastro biométrico em jogos de futebol e grandes eventos.

De acordo com o diretor-presidente da Celepar, Jacson Carvalho Leite, a Companhia oferece um sistema que interliga as catracas do estádio aos Bancos de Dados do Detran e do Instituto de Identificação – hospedados na Celepar. De acordo com a Companhia, quase nove milhões de paranaenses possuem biometrias registradas na base de dados.

“A interação que está acontecendo esta sendo importante porque, primeiro o Atlético organizou bem a sua área de tecnologia da informação para compatibilizar esse processo com a Celepar, com o que nós temos nos bancos de dados do Estado do Paraná. Os nossos bancos têm informações de cada cidadão paranaense para melhorar a segurança, melhorar os serviços do Detran. Nos desenvolvemos diversas atividades em conjunto para poder começar a sentir o que é essa evolução, o comportamento efetivo do entorno do estádio, da cidade, das torcidas que vêm de fora”.

Segundo o diretor de Operações do Clube Atlético Paranaense, Fernando Volpato, o confronto biométrico está sendo utilizado pelo clube desde o último Atletiba, no dia 10 de setembro. Desde o clássico, a Celepar realizou testes com o sistema de acesso e venda de ingressos.

“O Atlético já tinha implementado a biometria no setor nas organizadas, mas para atender todo o estádio seria fundamental que a gente tivesse acesso ao cadastro da Celepar. porque é muito mais difícil você fazer o cadastramento em local de todos os torcedores. Então esse convênio que nos permite acesso aos dados de todo o Estado é fundamental”.

De acordo com o governador Beto Richa, o cadastro biométrico vai facilitar a identificação de quem entra e sai do estádio. No momento em que o cidadão colocar a digital no leitor biométrico, a organização do evento terá acesso às informações do indivíduo, como: mandado de prisões em aberto ou algum antecedente criminal. Isto será possível, porque a base de dados também possui informações registradas no Tribunal de Justiça.

“Esta medida da biometria vai ajudar em muito para que a gente dê o primeiro passo para conter a violência nos estádios, na medida que as pessoas serão identificadas, ninguém entra no estádio anonimamente. E, quando se perde o anonimato, a pessoa pensará duas vezes antes de cometer alguma atitude criminosa”.

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Roger Pereira
Repórter do Paraná Portal