Bruno se recusa a falar sobre seu crime e apresentação no Boa é tensa

O goleiro Bruno se recusou a responder perguntas sobre sua vida no presídio, ligações com a morte de Eliza Samudio e alg..

Redação - 14 de março de 2017, 11:34

O goleiro Bruno se recusou a responder perguntas sobre sua vida no presídio, ligações com a morte de Eliza Samudio e algo relacionado às pressões que está sofrendo desde sua saída da cadeia e sua contratação pelo Boa Esporte. Em apresentação tensa, o presidente do Boa, Renê Moraes, chegou a interromper a pergunta de uma repórter, que questionava as pressões dos movimentos feministas. "Isto não está na pauta", disse Moraes. No mesmo dia da apresentação, a Kanxa, responsável pelo fornecimento de materiais esportivos, também anunciou o fim da parceria.

Já nas perguntas restritas "somente ao futebol", Bruno chegou a dizer que sonha com a seleção. A chegada do jogador, que se juntou aos novos companheiros ainda nos treinos da manhã, provocou uma onda grande de críticas e também a perda de patrocinadores e se defendeu, citando o caso de Edmundo como exemplo. "Eu pego alguns exemplos do passado, meu caso não é único. Teve colegas de profissão que tiveram problemas assim, como o Edmundo, que passaram por isso e venceram. A pressão sempre vai existir e, se eu não conseguisse aguentar, não estaria aqui."

O atleta se mostrou agradecido ao presidente e diz que já cumpriu parte de sua pena pelo assassinato e ocultação de cadáver de Eliza Samudio. "Eu acho que se deve ao presidente do clube. Ele abriu as portas pra mim e eu preciso ser muito grato pela oportunidade que tive. Agora, o objetivo do clube é subir pra primeiro divisão do Campeonato Brasileiro e o meu objetivo é esse agora. O homem pode fazer planos, mas quem dá a palavra final é de Deus ", comentou.

Logo depois da entrevista, Bruno treinou e muitos torcedores foram ao campo do Boa e gritaram palavras de ordem em apoio ao atleta.