Campeã olímpica é a única representante brasileira na maior regata de volta ao mundo que está vindo para o Brasil

Francielly Azevedo e Assessoria


A campeã mundial e medalhista olímpica, Martine Grael, é a única representante do Brasil na maior regata à vela do planeta. Ela partiu com a equipe AkzoNobel no último domingo (18) para a sétima perna da Volvo Ocean Race. A atleta velejará de Auckland, na Nova Zelândia, até Itajaí (SC).
Integrante de uma das sete equipes, Martine já está desde outubro passado nos mares, para a prova de volta ao mundo num veleiro.  Com 27 anos e filha do bicampeão olímpico Torben Grael, a atleta deverá ser recebida pela família na cidade catarinense, único local da América do Sul por onde a regata passará. “Estamos com tudo pronto para esta próxima etapa até Itajaí. Esperamos chegar bem e ser recebida com carinho pelos brasileiros”, disse ela, direto da base neozelandesa.
Martine é medalhista de ouro nas Olímpiadas do Rio em 2016. Com esta medalha, ela e o pai Torben Grael são os únicos pai e filha campeões olímpicos da história do Brasil. Ela também foi medalha de prata nos Jogos Panamericanos de Toronto em 2015, e em 2014 recebeu do Comitê Olímpico Brasileiro o Prêmio Brasil Olímpico de Atleta do Ano.

Fórmula 1 dos mares

Dentro de 20 dias o Brasil receberá as sete equipes da maior regata de volta ao mundo à vela. A Volvo Ocean Race é considerada a Fórmula 1 dos mares. A cidade se organizou para receber os velejadores mundiais e cerca de 400 mil visitantes do Brasil e do Exterior que estão acompanhando a competição.
De 5 a 22 de abril estará em funcionamento – gratuitamente – a Vila da Regata, espaço com mais de 80 atrações musicais, artísticas, gastronômicas, de entretenimento e ambiental. A ideia é fomentar o relacionamento da comunidade com os esportistas e deixar um legado de sustentabilidade e incentivo aos esportes náuticos. De Itajaí os atletas seguem para New Port (EUA) e depois disputam outras três etapas, até Haia, na Holanda.
A perna que os atletas farão para chegar ao Brasil é a mais longa de toda a competição: 7,6 mil milhas náuticas. E além da distância, há o desafio de cruzar o Cabo Horn, onde os oceanos Pacífico e Atlântico se encontram, ao extremo Sul do planeta. O local é importante para a navegação mundial, mas ao mesmo tempo perigoso, com ventos que podem ultrapassar os 200 quilômetros por hora. Há ainda grandes ondas e icebergs.
Com a perspectiva de movimentar R$ 84 milhões na economia estadual, a Volvo Ocean Race já está na contagem regressiva para passar por Santa Catarina. Esta é a única parada da regata mundial pela América Latina e a terceira vez que Itajaí recebe a competição. Da última edição para cá (2015), foram dobrados os leitos na rede hoteleira, totalizando agora 5 mil. Durante o evento, devem ser abertos 2 mil postos de trabalho diretos e atrair 400 mil pessoas, praticamente o dobro da população local.
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Jornalista, formada pela Universidade Tuiuti do Paraná. Tem passagens pela TV Educativa, TV Assembleia, TV Transamérica, CATVE, Rádio Iguassu e Folha de Londrina. Atualmente trabalha no Paraná Portal e na Rádio CBN.
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