STJD adia julgamento de Coritiba e Figueirense por confusão envolvendo torcedores

Francielly Azevedo


O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) adiou o processo envolvendo Coritiba e Figueirense por tumulto com torcedores no último dia 23 de junho, pela Série B. Os dois clubes foram denunciados por desordem e seriam julgados nesta sexta-feira (10), mas a defesa do time catarinense pediu a retirada de pauta. O processo deve retornar na próxima sessão da Quarta Comissão Disciplinar.

O CASO

No dia 23 de junho, Coritiba e Figueirense empataram em 1 a 1 pela 12ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. Durante o duelo, a Polícia Militar do Paraná (PM-PR) precisou utilizar balas de borracha e bombas de efeito moral para conter uma briga de torcedores no jogo entre Coritiba e Figueirense, no Couto Pereira. Um torcedor do time catarinense foi detido e encaminhado para Delegacia Móvel de Atendimento a Futebol e Eventos (Demafe).

As cenas de violência tiveram início no intervalo entre as torcidas na arquibancada do estádio. Torcedores trocaram xingamentos e tentaram derrubar um painel que separava as duas torcidas. A PM agiu e reforçou a segurança no local, formando uma espécie de cordão de isolamento.

Porém, após o início do segundo tempo, torcedores do Figueirense entraram em confronto com policiais. A PM teve que utilizar balas de borracha e bombas de efeito moral para conter os ânimos.

O árbitro Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza registrou o ocorrido em súmula. “Informamos que no nosso retorno ao campo de jogo no intervalo da partida, observamos um princípio de tumulto no local destinado a torcida
do Figueirense FC, entre os torcedores do Figueirense e os seguranças da empresa privada contratada pelo Coritiba. Imediatamente houve a chegada do policiamento militar no local que controlou a situação”, escreveu.

Ribeiro de Souza também narrou o uso das balas de borracha. Segundo o árbitro, não houve necessidade de paralisação da partida. “Aos 07 minutos do 2º tempo houve novamente um princípio de tumulto no mesmo local, que necessitou da intervenção da policia militar com uso de artefato explosivo de efeito moral, rapidamente controlada a situação novamente pelo policiamento”, relatou.

Diante do acontecido, a procuradoria denunciou então o Figueirense, responsável pela torcida infratora e o Coritiba, mandante e responsável pela organização e segurança da partida. Os clubes foram inseridos no artigo 213 do CBJD por deixar de prevenir e reprimir desordem. A pena prevista no artigo é de multa que pode variar entre R$ 100 e R$ 100 mil.

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Jornalista, formada pela Universidade Tuiuti do Paraná. Tem passagens pela TV Educativa, TV Assembleia, TV Transamérica, CATVE, Rádio Iguassu e Folha de Londrina. Atualmente trabalha no Paraná Portal e na Rádio CBN.