CBF proíbe grama sintética em 2018 e atinge o Furacão

O certificado da Fifa que regulamenta o gramado sintético da Arena da Baixada, campo do Atlético-PR, acaba no dia 6 de m..

Redação - 20 de fevereiro de 2017, 19:10

O certificado da Fifa que regulamenta o gramado sintético da Arena da Baixada, campo do Atlético-PR, acaba no dia 6 de março de 2018, mas poderá não valer mais nada. Uma decisão da CBF deve forçar o clube a trocar sua grama sintética por grama natural. A medida tomada pela CBF na tarde desta segunda (20), determina que no próximo Campeonato Brasileiro os estádios tenham apenas gramados naturais, o que obrigaria o Atlético a investir novamente nesse tipo de grama.

O presidente do Atlético, Luiz Sallim Emed, disse que a grama sintética é aprovada pela FIFA. “O Atlético não vai aceitar isso porque a grama sintética é homologada, autorizada e aprovada pela FIFA. Não pode, no nosso entendimento, ter uma decisão nessa natureza. Temos um ano para discutir esses assuntos e não tem nenhuma vantagem técnica de jogar no gramado sintético”, afirmou, em entrevista à Banda B.

A decisão foi tomada, após o presidente do Vasco, Eurico Miranda, questionar o uso da grama sintética nos estádios. Houve uma votação, desfavorável ao Atlético, e a CBF emitiu seu comunicado proibindo o uso da grama.

Foi acatada pela maioria, pois no regulamento diz que o jogo deve ser jogado em gramado natural, havia uma mais radical de que neste ano já deveria mudar, mas optaram por fazer uma transição", disse.

O presidente vascaíno, Eurico Miranda, afirmou que há desequilíbrio técnico. "Vai ter nesta edição, neste ano, uma transição, e no ano que vem o estádio deverá ter outro gramado. Isso é um desequilíbrio técnico", disse.

A decisão da CBF , filiada da Fifa, contrapõe uma liberação da entidade com máximo poder no futebol. Nesse caso, o clube deve buscar uma alternativa para este conflito de interesses.