Celsinho, do Londrina, é alvo de racismo pela terceira vez na Série B

Vinicius Cordeiro

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O meia Celsinho foi alvo de ofensas racistas no empate sem gols entre Londrina e Brusque, pela 21ª rodada da Série B. O jogador do Tubarão alega ter sido chamado de “macaco” por uma pessoa que estava no indivíduo , o que é o terceiro caso de discriminação sofrido pelo atleta.

“Aconteceu. Não sei se ele faz parte da comissão técnica, da diretoria, um senhor de vermelho no camarote. Também não entendo porque tem tantas pessoas assim em um protocolo que não estão liberados os jogos para os torcedores. É lamentável, ainda mais se tratando de um ato desse mais uma vez. É inadmissível e as providências serão tomadas”, disse ele em entrevista ao SporTV após o apito final.

O técnico Márcio Fernandes também confirmou a situação: “Tinha um rapaz que fazia parte do staff do Brusque xingando. Desrespeitou o Celsinho e nosso time também”, afirmou ele na coletiva.

Durante o intervalo da partida, Celsinho avisou o quarto árbitro e apontou para a pessoa que proferiu as ofensas. O episódio não foi comentado pelo Brusque de forma oficial, apesar de ter sido relatado pela arbitragem na súmula.

“Por volta dos 45 minutos do 1º tempo, o atleta do londrina, Sr.Celso Luis Honorato Júnior informou ao quarto árbitro que foi ofendido com as seguintes palavras: “vai cortar esse cabelo seu cachopa de abelha”, por um homem na arquibancada, que foi identificado pelo coordenador da CBF, sr. Ricardo Luiz, como Julio Antônio Petermann, staff da equipe do Brusque. Informo ainda que o referido atleta, juntamente com o diretor de futebol da equipe do londrina, sr. Germano Cardozo Schweger, estiveram na porta do vestiário da arbitragem, após o término do jogo e confirmaram o relato acima”, diz o texto assinado pelo juiz Fábio Augusto Santos Sá Junior, os assistentes Cleriston Clay Barreto Rios e Daniel Vidal Pimentel e o quarto árbitro: Evandro Tiago Bender.

CELSINHO É ALVO DE RACISMO PELA TERCEIRA VEZ NA SÉRIE B

Essa é a terceira vez, em menos de dois meses, que Celsinho é alvo de ataques racistas. No jogo contra o Goiás, no dia 17 de julho, o narrador e um comentarista da Rádio Bandeirantes Goiânia usaram termos como “cabelo pesado”, “bandeira de feijão” e “um negócio imundo” para comentar a atuação do meia. Os dois pediram desculpas nas redes sociais, mas foram afastados.

Já no dia , no duelo entre Remo e Londrina, o narrador Cláudio Guimarães, da Rádio Clube do Pará, falou que Celsinho estava com “cabelo meio ninho de cupim”. Assim como os colegas de Goiânia, o locutor foi afastado e pediu desculpas.

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