Com nova diretoria, Rio Branco sonha com boa campanha no Campeonato Paranaense

O Rio Branco entra no Campeonato Paranaense de 2022 com a expectativa de sair das últimas colocações e brigar por um calendário completo em 2023

Pedro Melo - 18 de janeiro de 2022, 18:00

(Divulgação/Rio Branco)
(Divulgação/Rio Branco)

Um dos times mais antigos do estado, o Rio Branco entra no Campeonato Paranaense de 2022 com a expectativa de deixar as campanhas ruins dos últimos anos para trás. No ano passado, o Leão da Estradinha escapou do rebaixamento apenas na última rodada, com vitória por 2 a 1 sobre o Coritiba. O time de Paranaguá é o quarto clube do especial do Paraná Portal sobre os 12 clubes do estadual.

Desta vez, o time do Litoral tem uma nova diretoria depois da renúncia do agora ex-presidente Emerson de Oliveira e do diretor Itamar Bill, além de todo o grupo gestor. O novo mandatário é Mauro José de Lazzari, que conta com o apoio da prefeitura de Paranaguá.

O Leão da Estradinha será comandado novamente por Victor Hugo Annes, o Vitão. O treinador já trabalhou na comissão técnica do Paraná Clube e ainda foi o responsável por comandar o time na reta final do último Campeonato Paranaense. Ele deixou o clube após o estadual, mas voltou já nas últimas rodadas da Série D.

TIME-BASE DO RIO BRANCO

Gabriel Guilherme Biteco Rio Branco Irmãos Gabriel e Guilherme Biteco vão jogar juntos no Rio Branco. (Divulgação)

O Rio Branco, mais uma vez, reformulou todo o elenco para a disputa do Campeonato Paranaense. Dentro das condições financeiras, o Leão da Estradinha contratou jogadores com muita experiência. Entre os reforços estão os volantes Duda, ex-FC Cascavel, e Xaves, que disputou a Libertadores para o Paraná Clube em 2007.

Vitão ainda trouxe para Paranaguá jogadores com quem trabalhou no Tricolor: o zagueiro Guilherme Lacerda, o meia Guilherme Biteco e o atacante Andrey. Biteco, inclusive, vai jogar com o irmão Gabriel durante o estadual.

O time-base do Rio Branco tem Ravel; Renan Brainer, Igor Morais, Guilherme Lacerda e Reinaldo Júnior; Duda, Xaves e Guilherme Biteco; Lucas Senna, Andrey e John Kleber.

PALAVRAS DO TÉCNICO VITÃO

O Rio Branco nos últimos anos brigou para escapar do rebaixamento no Campeonato Paranaense. Como está a equipe para que não se repita a história em 2022 e até brigue por algo a mais no estadual?

Esse histórico recente do clube faz com que já inicie uma competição com uma certa desconfiança de quem não está vendo o trabalho. Quem não acompanha nosso trabalho, coloca nossa equipe como uma das candidatas ao rebaixamento pelo passado recente. Mas nós estamos otimistas pelo tempo de preparação que tivemos, as condições de trabalho e o elenco formado. Eu estava nas últimas rodadas do Campeonato Paranaense do ano passado, vivi na pele a briga para não cair, e atingimos o objetivo. Viver na pele isso nos fazer planejar e reorganizar para conseguir algo a mais. Sabemos que vai ser um campeonato extremamente difícil, mas estamos otimistas que vamos com uma equipe competitiva para o estadual.

Quais as pretensões do Rio Branco no estadual?

São pequenas metas. A primeira delas é o quão antes escapar de qualquer possibilidade de rebaixamento. A segunda meta é brigar pela classificação. E a terceira é subir ao máximo na tabela para chegar ao mata-mata com algum benefício e até beliscando um calendário e vaga na Copa do Brasil no ano seguinte.

A pré-temporada do Rio Branco está na 10ª semana. Como está o trabalho e a formação do elenco para o estadual?

Nós nos utilizamos de muitos critérios para formar a equipe. O primeiro é a viabilidade econômica para não endividar o clube e dar um passo maior que do a perna. Uma viabilidade dentro do modelo de jogo que definimos antes de ir atrás dos jogadores.

Nós fomos atrás de atletas que buscam oportunidades no mercado, atletas que buscam retomar uma viabilidade dentro do mercado e atletas já experientes e que conseguem sustentar, por ter vivido momentos dentro de uma competição deste nível, situações adversas e positivas. Ter jogadores experientes e jovens é muito importante para dar liga e essa somatória faça com que a gente seja competitiva e com mentalidade muito forte.

Você já trabalhou na comissão técnica do Paraná Clube, incluindo uma partida como treinador na Série B. Como essa experiência pode te ajudar no trabalho no Rio Branco?

Aquela condição foi muito importante para mim, pois a gente estava vivendo um momento muito difícil de troca de treinador e um grande número de atletas com Covid-19. Geralmente quando entra em uma equipe como treinador é porque aquele momento está conturbado. Foi uma experiência legal para mim, era um momento conturbado e de falta de confiança.

Quando eu vim para cá fazer os jogos finais do Campeonato Paranaense, precisando fazer cinco pontos em nove disputados para não cair, e nós conseguimos, concluindo com vitória sobre o Coritiba, era a mesma atmosfera do jogo do Paraná. Era um momento conturbado e de muita pressão em Paranaguá. Você vai trazendo e fazendo com as experiências vão te moldando. As duas experiências também me ajudaram na Série D, quando nos desfazemos da equipe por completo, recomeçamos o trabalho em uma viabilidade econômica dentro daquela competição. O clube não tinha condição de jogar uma Série D com uma equipe competitiva. Mas aquela experiência foi bacana para que hoje, dentro de um novo cenário, uma nova diretoria e novas estruturas, a gente faça um Rio Branco mais forte.

O Campeonato Paranaense também vai ser mais forte, as equipes do interior estão mais organizadas fora de campo e trazendo essa estrutura para dentro de campo. Você pega o Azuriz, por exemplo, que se estruturou antes de qualquer ideia de trabalho. É uma equipe forte e com calendário para o ano inteiro. Não vai ser um Paranaense fácil. Por mais que estejamos em uma condição melhor, as outras equipes também estão em uma condição boa. Isso é bom para que fomenta o futebol, porque quem tem se organizado, tem vantagem.