Conmebol amplia Libertadores e Brasileirão terá G6

Pedro Ivo Almeida, do UOLA Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou que vai enviar dois times a mais para a dis..

Redação - 03 de outubro de 2016, 10:57

Pedro Ivo Almeida, do UOL

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou que vai enviar dois times a mais para a disputa da Libertadores no próximo ano, criando um G6 no Brasileirão. O anúncio foi dado pela organização neste domingo (2).

"Brasil terá mais duas vagas na Copa Libertadores da América. As duas novas vagas  no Brasileirão. Confirmação veio na reunião de hoje, em Bogotá. Vagas já valem para Libertadores 2017. Futebol brasileiro fica com sete vagas na Libertadores: seis no Brasileirão e um na Copa do Brasil", escreveu a CBF em uma série de posts na rede social.

A informação surpreende quem esperava apenas uma vaga extra para o Brasil. Até este domingo, havia a expectativa de que o número de participantes na Libertadores subisse para 44 e que o país ganhasse apenas um dos postos adicionais. Durante a semana, inclusive, a CBF chegou a falar abertamente em um G5, que acabou não se confirmando.

Agora, a Libertadores pula de 38 para 44 times. A fase de grupos segue intacta, com 32 equipes em oito grupos de quatro. A fase preliminar, no entanto, será inchada para comportar os seis novos participantes. Além do Brasil, a Argentina, o Chile e a Colômbia também ganharam uma vaga cada com as mudanças.

Além disso, o campeão da Sul-Americana também passa a entrar direto na fase de grupos e não tira uma vaga do país do time campeão. Assim, se Chapecoense ou Coritiba, ainda vivas no torneio deste ano, conseguirem o título continental, o país pode ir a oito clubes na próxima Libertadores.

O desfecho da reunião em Bogotá ainda não foi oficializado pela Conmebol, que deve ratificar outras mudanças. A principal delas é a implantação da final em jogo único e em campo neutro, que ainda não foi confirmada. "Estamos estudando. Existe sim a possibilidade mas não está confirmado ainda. O trabalho que está sendo executado é de ter uma final que possa chamar mais atenção e render para os clubes", disse Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da FPF, em entrevista ao Sportv.

O cartola foi um dos dois representantes brasileiros na reunião. O outro foi Fernando Sarney, membro do Comitê Executivo da Fifa.