Copa América: STF rejeita ações para suspender torneio no Brasil

Redação

STF julgamento Copa América Brasil

A maioria dos ministros do Superior Tribunal Federal (STF) rejeitou as ações para suspender a Copa América no Brasil. Cármen Lúcia, Marco Aurélio Mello, Edson Fachin, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Dias Toffoli já votaram contra. O prazo para todos votarem termina às 23h59 desta quinta-feira (10).

Três ministros do STF, porém, votaram para que seja apresentado um plano de contingência dos governos dos estados que vão receber as partidas da Copa América. Ricardo Lewandowski, Edson Fachin e Gilmar Mendes foram favoráveis até o momento, enquanto Marco Aurélio Mello foi contra.

Quatro cidades vão receber os jogos da Copa América a partir do próximo domingo (13): Brasília (Mané Garrincha), Rio de Janeiro (Maracanã – apenas na final – e Nilton Santos), Cuiabá (Arena Pantanal) e Goiânia (Estádio Olímpico Pedro Ludovico).

COPA AMÉRICA NÃO ESTAVA PREVISTA PARA ACONTECER NO BRASIL

Menos de duas semanas para o início, a Copa América saiu da Argentina e da Colômbia e foi transferida para o Brasil. A competição está marcada para acontecer entre os dias 13 de junho e 10 de julho.

A Conmebol já confirmou as sedes e também a tabela atualizada, com a abertura envolvendo a seleção brasileira. Todos os jogos serão disputados sem a presença do público e cumprindo o protocolo médico da entidade sul-americana.

Os dez times foram divididos em dois grupos – A, com Brasil, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela, e B, com Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai. As seleções se enfrentam dentro da chave e os quatro melhores avançam para as quartas. Na fase final, os jogos são no sistema de mata-mata.

O anúncio da realização na Copa América do Brasil potencializou a crise interna na CBF (Confederação Brasileira de Futebol). O presidente Rogério Caboclo, afastado por um mês após ser acusado de assédio sexual e moral, gerou mal estar com os jogadores e comissão técnica por não ter avisado sobre a ideia de trazer o torneio para o país.

Além disso, Caboclo não debateu o tema com nenhum dos oito vice-presidentes ou diretores da entidade. O único respaldo foi do presidente Jair Bolsonaro, o que polarizou ainda mais a discussão nas redes sociais.

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