Em jogo dramático, Coritiba bate Operário por 3 a 2 e avança na Copa do Brasil

Rafael Nascimento


O Coritiba venceu o Operário por 3 a 2 na noite desta terça-feira (6), em duelo paranaense válido pela segunda rodada da Copa do Brasil, e avançou à terceira fase da competição nacional.

O gol da classificação alviverde foi anotado aos 45 minutos do segundo tempo por Luiz Henrique, de cabeça. Léo Gamalho, duas vezes, e Jean Carlo e Tomas Bastos, pelo Operário, também balançaram as redes.

O confronto entre os times paranaenses aconteceu na Arena Joinville, em Joinville, por conta do decreto de medidas restritivas vigente em Curitiba para conter o avanço da pandemia da covid-19, e que impossibilita a realização de jogos na cidade.

O Fantasma deixou o campo na bronca com a arbitragem, que sem contar com o auxílio do árbitro de vídeo (VAR) validou um gol polêmico de Léo Gamalho.

Segundo gol de Léo Gamalho no jogo gerou polêmica em campo. Foto: Divulgação/Coritiba

O resultado garante o Alviverde na terceira fase da Copa do Brasil, fato que não acontecia desde 2018 – nos anos seguintes, a equipe do Alto da Glória havia acumulado eliminações ainda na primeira fase, para a URT (2019) e o Manaus (2020).

Além se seguir vivo na disputa, o Coritiba também recebe uma premiação de R$ 1,7 milhão pela classificação.

COXA E FANTASMA FAZEM JOGO DE ALTA INTENSIDADE EM JOINVILLE

Por se tratar de um jogo único para avançar à terceira fase e, de quebra, embolsar R$ 1,7 milhão, Coritiba e Operário entraram em campo na Arena Joinville em alta intensidade e buscando propor o jogo. A primeira investida do jogo foi do Fantasma, logo aos 3 minutos: Djalma Silva arriscou de longe em cobrança de falta e Wilson, apesar do gramado molhado, defendeu com tranquilidade.

O Alviverde apresentava boa movimentação dos homens de frente, com o apoio dos homens de lado, mas esbarrava na forte marcação adversária. Aos 8 minutos, Natanael conseguiu deixar a marcação na saudade pela direita e serviu Igor Paixão, mas o camisa 98 furou ao tentar o arremate ao gol.

Bem postado, o Coritiba passou a acumular maior posse de bola e quase surpreendeu o adversário após boa jogada entre Romário e Igor Paixão, após cobrança curta de escanteio pela esquerda, mas o goleiro Simão, atento, ficou com a bola.

O Operário suportou bem a pressão alviverde e abriu o placar aos 27 minutos. Após erro na saída de bola do Coritiba, o Alvinegro trabalhou bem na construção da jogada até a bola chegar em Jean Carlo na esquerda, que bateu cruzado e contou com um desvio na defesa para vencer Wilson: 1 a 0.

A resposta do Coritiba foi imediata. Três minutos depois, Val se desvencilhou de dois marcadores pela esquerda e cruzou para o miolo da área. A zaga adversária bateu cabeça e a bola sobrou para Léo Gamalho, que girou bonito e bateu no direito de Simão para empatar: 1 a 1.

O Alviverde teria a chance de virar o placar ainda no primeiro tempo. Em cobrança de falta aos 44, Rafinha alçou a bola na medida para Léo Gamalho, que cabeceou no cantinho, mas Simão se esticou e afastou o perigo.

Ricardo Bueno, pelo Fantasma, e Val, pelo Coxa, também levaram perigo na reta final, mas o empate parcial se manteve.

O Operário voltou mais agudo na etapa final. Atento ao gramado molhado, Alex Silva arriscou da entrada da área, mas a bola saiu à direita do gol de Wilson. O mesmo Wilson, aos 10 minutos, fez grande defesa após chute no ângulo de Ricardo Bueno, da intermediária. O Fantasma seguiu rondando a área alviverde, mas as chances de gol minguaram.

A virada do Coritiba veio aos 25 minutos. Muito participativo, Val cruzou para a área e encontrou Léo Gamalho livre de marcação. O camisa 9 cabeçeou firme, o goleiro Simão conseguiu segurar a bola, mas o árbitro Andrey da Silva e Silva interpretou que ela havia entrado totalmente no gol e validou o lance: 2 a 1 – a partida não contou com o auxílio do VAR.

O Operário não se abalou com a desvantagem e voltou a igualar o placar – e em um golaço. Em cobrança de falta precisa, aos 30 minutos, Tomas Bastos tirou da barreira e colocou a bola no ângulo direito de Wilson, que nada pode fazer: 2 a 2.


Conforme o regulamento da Copa do Brasil, em caso de empate no tempo normal a decisão iria para os pênaltis, e até o fim dos 45 minutos a decisão da vaga nas cobranças alternadas parecia inevitável. Só que nos acréscimos, após cruzamento perfeito de Igor, Luiz Henrique, de cabeça, venceu o goleiro Simão e decretou a classificação coxa-branca.

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