Coritiba protesta na CBF contra atuação da arbitragem no clássico

O Coxa deixou o gramado reclamando muito do árbitro Luiz Flávio de Oliveira e da árbitra de vídeo Daiane Caroline Muniz dos Santos

Pedro Melo - 21 de junho de 2022, 14:32

(Geraldo Bubniak/AGB)
(Geraldo Bubniak/AGB)

O Coritiba protocolou uma representação administrativa junto à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para protestar em relação ao desempenho da arbitragem no último clássico Athletiba. O Coxa perdeu para o Athletico por 1 a 0 e deixou o gramado reclamando muito do árbitro Luiz Flávio de Oliveira e da árbitra de vídeo Daiane Caroline Muniz dos Santos.

A principal reclamação é sobre um lance envolvendo o atacante Léo Gamalho com o zagueiro Pedro Henrique, do Athletico, aos 56 minutos do segundo tempo. No lance, o centroavante caiu na área, pediu o pênalti, mas o árbitro não marcou e encerrou o jogo instantes depois.

Para a diretoria do Coritiba, a arbitragem errou em não marcar o pênalti e também em finalizar o clássico sem o tempo necessário para revisão do VAR. O Coxa solicitou os áudios das conversar da arbitragem durante a partida, além da advertência aos árbitros e a não escalação dos mesmos nos jogos do clube ao longo da temporada.

Com a derrota no clássico, o Coritiba completou cinco jogos sem vencer no Campeonato Brasileiro, despencou na tabela de classificação e está a apenas um ponto da zona de rebaixamento. A equipe de Gustavo Morínigo busca a recuperação fora de casa contra o Internacional, na próxima sexta-feira (25), às 21h30, no Beira-Rio.

LEIA A NOTA DO CORITIBA NA ÍNTEGRA

Diante dos fatos ocorridos ontem (19), durante o clássico Athletiba, o Coritiba Foot Ball Club protocolou na tarde de hoje (20) uma representação administrativa junto à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) – Ouvidoria da Arbitragem, com cópia ao Sr. Wilson Seneme, presidente da Comissão de Arbitragem.

O documento, assinado pelo presidente Juarez Moraes, expressa o protesto e a inconformidade do Clube perante a atuação dos árbitros de futebol Luiz Flávio de Oliveira e Daiane Caroline Muniz dos Santos, pelos erros cometidos na condução do clássico Athletiba, disputado ontem (19), no Estádio Couto Pereira.

Segundo o Código Brasileiro de Justiça Desportiva, em regra, decisões disciplinares tomadas pela equipe de arbitragem durante os jogos não são passíveis de modificação. Contudo, quando notório o equívoco na aplicação das decisões, este poderá sim, ser passível de análise e aplicação de punição pelos órgãos da Justiça Desportiva. 

Diante disso, e considerando graves as decisões tomadas pela equipe de arbitragem e sabendo, portanto, que são passíveis de representação perante o Superior Tribunal de Justiça Desportiva, o Coritiba, manifestou o seu absoluto descontentamento com a arbitragem.

O documento destaca o pênalti claro não assinalado aos 56 minutos do segundo tempo, quando o atacante Leo Gamalho sofreu carga faltosa do zagueiro adversário. Neste lance, o jogador do Athlético coloca as duas mãos no rosto do atacante Coritibano impedindo a sequência da jogada. O texto ressalta ainda que, além de não marcar o pênalti, o árbitro principal, de forma precipitada, encerra a partida imediatamente após o lance. A árbitra de vídeo não avisa o árbitro de campo sobre a existência do lance e tão pouco recomenda a revisão da jogada.

Amparado pelo Manual Para Árbitro Assistente de Vídeo e pelo Protocolo Regras de Futebol 21 /22 da CBF/ IFAB, em consonância com as regras impostas pela FIFA, além das provas de vídeo e imagens anexadas ao documento, o clube pede: o fornecimento dos áudios que contenham os diálogos da arbitragem durante a partida; a advertência dos árbitros; a não escalação destes para atuar em partidas do Coritiba nesta temporada e que sejam submetidos a uma reciclagem/ reavaliação.

É necessário e urgente investir na profissionalização dos árbitros no Brasil. Erros graves de arbitragem e na aplicação do VAR podem causar prejuízos imensuráveis aos clubes e ao espetáculo do futebol.