Coritiba reprova contas e torna ex-presidente inelegível por gestão temerária

Napoleão Almeida - Folhapress


O Conselho Deliberativo do Coritiba reprovou por unanimidade a prestação de contas do exercício 2017 da gestão de Rogério Portugal Bacellar, encerrada em dezembro passado após três anos à frente do clube.
Com a decisão, Bacellar e seus pares de diretoria -o G5, somando-se os vice-presidentes Alceni Guerra, Gilberto Griebeler, José Fernando Macedo e Celso Andretta-, que encerraram a gestão, se tornaram inelegíveis pelos próximos cinco anos.
A atual gestão coritibana, comandada por Samir Namur, acusa um rombo de cerca de R$ 20 milhões apenas na última temporada, segundo o próprio atual presidente reclama em aparições públicas.
Na soma dos débitos, estão dívidas trabalhistas e salariais com jogadores do elenco 2017, o que gerou um desgaste da imagem do Coritiba junto a outros clubes, como Santos, São Paulo e Flamengo, credores após emprestarem atletas como Cléber Reis, Rafael Longuine, Daniel e Jonas.
Os atrasos nas parcelas do Profut, programa de refinanciamento fiscal do Governo Federal, foram o que mais pesaram na decisão.
Além da reprovação das contas, o Conselho implantou uma comissão para apurar irregularidades em manutenção de débitos fiscais e outras ações, como o Caso China, em que o Coritiba quase serviu de ponte para uma transferência suspeita de jogadores para o futebol chinês.
Rogério Portugal Bacellar assumiu o Coritiba no final de 2014 para o exercício nas temporadas 2015-16-17. Como presidente do clube, foi campeão estadual em 2017 após dois vices-campeonatos. No Brasileirão, não conseguiu classificação melhor que um 15º lugar e, após duas temporadas ameaçado pelo rebaixamento, acabou caindo de divisão na 17ª posição no ano passado.

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