Cruzeiro goleia e elimina Vasco da Libertadores em São Januário

Folhapress

O Vasco tinha obrigação de vencer, mas não chegou nem perto disso, nesta quarta-feira (2), em São Januário, e levou uma goleada por 4 a 0 do Cruzeiro. O resultado já elimina o time carioca da Copa Libertadores faltando ainda uma rodada para fechar o grupo E. Os gols da partida foram marcados por Léo, Thiago Neves e Sassá, duas vezes. O jogo ainda ficou marcado por brigas entre torcedores do Vasco que causaram a paralisação da partida ainda no primeiro tempo.
Com o resultado, o Cruzeiro vai aos oito pontos e encaminha sua vaga para as oitavas de final, pulando momentaneamente para a primeira colocação do grupo. Com apenas dois, o Vasco se complica bastante e passa a depender de outros resultados para poder sonhar com um terceiro lugar que valeria uma vaga na Sul-Americana. Racing, com 8, e Universidad de Chile com 5, completam a chave. Os argentinos e os chilenos ainda se enfrentarão nesta quinta-feira.
Criticado nos últimos jogos do Cruzeiro, Egídio renovou o título de rei das assistências. O lateral aproveitou as boas descidas pelos lados e de lá fez dois cruzamentos para Léo e Thiago Neves marcarem. Também foi do lateral o passe que antecedeu o chutaço de Sassá para marcar o terceiro gol. Com dois gols, Sassá também deixou a partida como um dos melhores em campo, provando para Mano que será difícil sair do time titular.
Do outro lado, Wellington não mostrou a que veio e terminou o jogo sem produzir algo efetivo em campo. Sem sucesso nos duelos do meio-campo, o volante vascaíno teve baixa participação e foi um dos mais “caçados” pela torcida, que o vaiou a cada toque na bola. O zagueiro Paulão foi outro que não teve uma noite feliz. Cochilando em momentos importantes, também virou alvo das vaias.
Em alta no Cruzeiro, Dedé deixou as lesões para trás, conquistou a titularidade e encontrou seu ex-clube pelo primeira vez em São Januário. Em campo, fez uma partida segura e fechou a porteira quando necessário. Seu melhor lance defensivo surgiu aos 16 minutos, impedindo que a cabeçada de Werley terminasse no gol. Naquele momento, o Cruzeiro ainda vencia por 1 a 0. No fim do jogo, o ‘Mito’ ainda escutou gritos de “é o melhor zagueiro do Brasil” dos próprios vascaínos.
O Vasco começou o jogo em cima, ameaçando a meta celeste logo no primeiro minuto, mas levou seu primeiro golpe ainda antes do décimo minuto. A defesa cochilou no cruzamento a meia altura e Léo, em posição duvidosa, abriu o placar para o Cruzeiro, até então tímido em campo. Nervoso após o gol, o time pouco conseguiu fazer em campo, atacando com mais vontade que organização. Em nova cochilada, levou o segundo gol e o terceiro logo em seguida, deixando seus jogadores totalmente apáticos e desestruturados.
Marcando alto desde o início, o Cruzeiro não teve sucesso nos primeiros minutos, mas foi oportunista no lance de Léo e saiu na frente quando ainda estudava o adversário. Em vantagem, se soltou em campo, explorou os lados e passou a jogar nos erros do Vasco. Foi assim que Egídio deu sua segunda assistência, agora para Thiago Neves, aos 24min. Ainda antes da confusão nas arquibancadas, Sassá marcaria o terceiro da Raposa em um chutaço de longe, aos 32min.
O clima de lua de mel horas antes da partida foi acabando à medida que os gols do Cruzeiro aconteceram. Até os 2 a 0, a torcida do Vasco esboçava vaias, mas ainda apoiava o time. Mas depois do golaço de Sassá, a revolta aumentou. Gritos contra o atual presidente, Alexandre Campello, e a favor do candidato derrotado, Julio Brant, dividiram os torcedores, que brigaram entre si.
O árbitro Anderson Daronco paralisou o jogo aos 37 minutos e só retornou aos 45. Neste intervalo, a polícia chegou para reforçar o setor atrás do gol e precisou usar gás de pimenta. Alguns torcedores foram conduzidos para fora do estádio, enquanto outros passaram mal ou até preferiram ir embora mais cedo. Aos 40 minutos do segundo tempo, torcedores voltaram a brigar no mesmo local.
Sem contar com Wagner, sequer relacionado por causa de uma gripe, Zé Ricardo viu a situação do time ficar crítica após a saída de Evander, que sentiu a coxa direita. Sem nenhum organizador no banco, o técnico foi obrigado a colocar Riascos. Mesmo assim, o colombiano ainda protagonizou os melhores lances do Vasco, exigindo boas defesas de Fábio ou contando com o azar de uma bola na trave.
Satisfeito com seu time vencendo por 3 a 0 ainda antes do intervalo, Mano Menezes tentou esfriar os ânimos dos torcedores do Cruzeiro para não aumentar o clima de tensão nas arquibancadas. Quando a torcida celeste provocava os vascaínos, o treinador pediu para que interrompessem os gritos de olé e voltassem com os cânticos para a equipe mineira.
O roteiro do primeiro tempo se repetiu na etapa final. O Vasco parou duas vezes no goleiro Fábio e ainda acertou a trave com Riascos. Mas Sassá levou a melhor sobre Werley e fez o quarto gol do Cruzeiro, fechando a conta. Mais uma vez, ainda antes dos 10 minutos.

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