Curitiba Vôlei corre risco de não disputar a Superliga por falta de patrocínio e aguarda por reunião com Ratinho Jr.

Pedro Melo

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Enquanto a maioria das equipes já anunciou o elenco e até começou os treinamentos, o Curitiba Vôlei ainda não tem certeza se vai disputar a temporada 2021/2022 da Superliga Feminina. A diretora Gisele Miró, medalhista de ouro no Pan-Americano de 1987 no tênis e campeã mundial de padel em 1995, quer manter o sonho de trazer novamente o voleibol de alto nível para a capital paranaense, mas encontra dificuldades para trazer patrocínio ao projeto.

A inscrição na Superliga no valor de R$ 20 mil precisa ser paga em 15 de julho para a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV). Nas temporadas passadas, Gisele tirou dinheiro do próprio bolso para confirmar a participação do Curitiba Vôlei. Desta vez, em meio à pandemia, a situação será diferente. Ela aguarda por patrocinadores para bancar o projeto e aguarda até uma reunião com o governador do Paraná, Ratinho Júnior.

“Estou naquela expectativa de que venha um patrocinador ou um pool de patrocinadores, que talvez seja mais viável em momento de pandemia. Talvez a gente fechasse com os empresários curitibanos e paranaenses, que gostam do esporte e entendem do benefício para a população. Quem sabe eles possam se unir para ajudar o Curitiba Vôlei”, declarou a diretora, em entrevista ao Paraná Portal.

Caso não consiga patrocinadores, a diretora admitiu que não tem mais condições de arcar com os custos. “Até porque não tenho mais condição. São quatro anos investindo no time, vendo que o time é uma solução para o Paraná na questão de fomentar a base e acompanhar de perto os jogos das principais jogadoras do mundo. A gente não pode deixar isso passar e tenho essa esperança de que vai conseguir nem que seja aos 45 minutos do segundo tempo”, disse.

É justamente na importância de uma equipe de alto nível para atrair crianças e adolescentes ao mundo do esporte que Gisele Miró espera convencer o governador Ratinho Júnior a apoiar o projeto. A ideia é mostrar que a presença de uma equipe de Curitiba na principal competição de vôlei do Brasil vai aumentar a quantidade de praticantes de vôlei e de outros modalidades na cidade.

“O próprio governador Ratinho Júnior está com o projeto na mesa dela de um projeto que chamo de Superliga Mais. Se não tem o topo da pirâmide, não tem a base. Esse projeto seria trazer a Superliga de volta para o Paraná. É muito mais que um time e tenho a expectativa que venha a dar certo”, afirmou a dirigente.

Com exceção da última temporada, quando os jogos foram realizados com portões fechados devido à pandemia da Covid-19, o Curitiba Vôlei sempre teve casa cheia no Ginásio da Universidade Positivo. E o público teve a oportunidade de acompanhar de perto diversas campeãs olímpicas, além dos técnicos Bernardinho e José Roberto Guimarães.

CRESCIMENTO DO PROJETO DO CURITIBA VÔLEI

O Curitiba Vôlei surgiu em agosto de 2016 e conquistou o título da Superliga B em 2018 após vencer o confronto paranaense com Londrina na final por 3 sets a 2. Desde então, a equipe curitibana disputa a elite e sempre alcançou os playoffs.

Nas duas primeiras temporadas, o time terminou em oitavo lugar – perdeu para o Minas na temporada 2018/2019 e não jogou o confronto das quartas de final com o Praia Clube por conta da pandemia na temporada 2019/2020. O ápice veio na última edição, mesmo com todas as dificuldades financeiras e de ausência de público.

Com um elenco formado semanas antes do início da Superliga, o Curitiba Vôlei alcançou a melhor campanha da história. Terminou em sétimo lugar na fase de classificação, com vitórias sobre todos os concorrentes diretos, e jogos de igual para igual contra os favoritos. A queda nas quartas de final veio após duas derrotas para Osasco – os dois jogos foram em São Paulo porque a capital paranaense não podia receber eventos esportivos na ocasião por conta da bandeira vermelha.

O bom desempenho do elenco rapidamente abriu o olho dos adversários e as jogadoras da equipe titular já acertaram com outros clubes. Destaque para o jovem ponteira Milena, que agora trabalha com Bernardinho no Sesc/Flamengo. Já o técnico Pedro Moska, eleito revelação da última temporada, vai trabalhar no time masculino de Uberlândia.

TEMPO PARA MONTAR O ELENCO

Caso consiga patrocínio para pagar a inscrição, Gisele Miró não se preocupa com a montagem do elenco e garante que um grupo pode ser formado em apenas três dias. “Não vão acreditar, mas em três dias [para formar o grupo]. Venho o ano inteiro planejando a Superliga, às vezes estava com tudo certo para ir para algum lugar, mas mudava tudo em três dias. Estamos tranquilos para montar a equipe, mas a minha preocupação é a inscrição da equipe em um mês, porque envolve a questão financeira”, comentou.

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