Única técnica na Superliga espera abrir portas para outras mulheres no vôlei

Pedro Melo

Curitiba Vôlei Helga Sasso única técnica Superliga

Helga Sasso vive o maior desafio da carreira de treinadora. Depois de anos trabalhando nas categorias de base e na Liga Universitária dos Estados Unidos, a técnica aceitou o convite do Curitiba Vôlei para trabalhar pela primeira vez na Superliga.

A ex-jogadora da seleção brasileira nos anos 80 é a primeira mulher a comandar uma equipe na Superliga desde Sandra Mara Leão, que trabalhou no já extinto projeto de Araraquara na temporada 2014-2015. Anteriormente, Isabel Salgado treinou o Vasco na campanha do vice-campeonato em 2000/2001.

Em entrevista exclusiva ao Paraná Portal, Helga Sasso admitiu que não esperava mais ter oportunidade na Superliga e quer que o seu trabalho mostre que as mulheres têm condições de estarem no comando das equipes. “Eu pensei que nunca chegaria a ser técnica de uma Superliga. Esperei muito, trabalhei muito. Fiz um trabalho de base, trabalhei com adulto, e me preparei para estar aqui”, comentou.

“Achei que já não teria mais oportunidade, porque existem ‘n’ mulheres que poderiam estar aqui ou fazerem parte de comissões técnicas. Estou muito contente e por isso que falo que meu trabalho vai sair sangue para a gente melhorar. Estou esperando que meu trabalho seja bom e as pessoas vejam que as mulheres têm condições não só de dirigir, mas de estar em comissão técnica em qualquer nível”, acrescentou a treinadora do Curitiba Vôlei.

NO CURITIBA VÔLEI, HELGA SASSO ABRE PORTAS PARA OUTRAS TÉCNICAS NA SUPERLIGA

Helga Sasso pode ser a primeira técnica de muitas técnicas na Superliga em um futuro muito breve. A própria Sandra Mara Leão subiu com São Carlos para a segunda divisão e tem chance de disputar a elite na próxima temporada. Já a bicampeã olímpica Sheilla ainda não se despediu das quadras, mas faz parte da comissão técnica do Minas e sonha em ser técnica.

“Eu espero muito que tenha aberto várias portas. Não precisa a treinadora, pode ser da comissão técnica. O Brasil só tem a ganhar com isso. Temos treinadoras muito boas que acabam ficando pelo caminho porque não tiveram a oportunidade. Por isso, eu tive que aproveitar a oportunidade”, afirmou a técnica.

A treinadora abriu várias portas ao treinar uma equipe na elite da Superliga e agora tem outras missões. A principal delas é manter o Curitiba Vôlei na primeira divisão. Com o menor investimento entre os participantes, o time curitibano monta o elenco já com a competição em andamento.

Por isso, o Curitiba Vôlei sofreu com muitos problemas nas primeiras rodadas e perdeu as quatro partidas disputadas até o momento na Superliga contra Barueri, Pinheiros, Sesi/Bauru e Osasco. O próximo desafio da equipe comandada por Helga Sasso é contra o Brasília, nesta quinta-feira (18), às 21h, no Sesi Taquatinga.

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