Distribuindo R$ 600 mil em prêmios, Liga Curitibana de Poker inaugura nova sede

Roger Pereira


Um mega torneio de quase duas semanas de duração, com premiação total de, no mínimo, R$ 600 mil, sendo R$ 200 mil para o grande campeão, marcará a inauguração, nesta quinta-feira da nova sede da Liga Curitibana de Texas Holdem, o mais tradicional clube de poker de Curitiba. Na onda do crescimento do esporte no país, que já supera os 5 milhões de jogadores, a Liga se moderniza e muda-se para um novo espaço, com capacidade para atender 200 jogadores simultaneamente, podendo sediar os grandes torneios que promove em sua própria estrutura. Como o 600K, que marca a abertura da casa, com expectativa de participação de mais de 2 mil pessoas.

O torneio começa nesta sexta-feira, com a inscrição custando R$ 320,00, mas, a partir desta quinta-feira, data da inauguração do espaço, é possível participar de torneios satélites e garantir uma vaga no torneio principal desembolsando apenas R$ 10,00, ou participar de um dos satélites online. A nova Liga fica na Martin Afonso, no. 700 e informações sobre o torneio podem ser obtidas no site www.ligacuritibana.com.br.

Consolidação como esporte

A inauguração do novo espaço da Liga Curitibana é um marco para a quebra de preconceito contra o poker em Curitiba. Uma das cidades com o maior número de jogadores profissionais, entre eles, campeões mundiais, a cidade ainda não rompeu completamente a barreira do debate sobre jogo de habilidade x jogo de azar, que atrapalha o desenvolvimento do poker em todo o país.

Reconhecido como esporte da mente em 2010 pelo Ministério dos Esportes, o poker avançou ainda mais no conceito desportivo quando, no ano passado, o Instituto de Criminalística de São Paulo divulgou um laudo comprovando não tratar-se de um jogo de azar. “Para corroborar com o parecer do instituto, uma empresa canadense analisou 100 milhões de mãos de poker e constatou que, em apenas cerca de 12% delas o fator sorte foi o determinante para definir o vencedor”, explica o jogador profissional e instrutor de poker. Felipe Balaban, um dos 50 mil brasileiros que vivem do poker. “É um esporte que exige muito estudo, preparação física e mental. Ninguém se profissionaliza e obtém seu sustento em jogos de azar”, diz o atleta, que dedica 10 horas por dia a estudos ou torneios, a maioria deles, virtuais.

Presidente de Federação Paranaense de Texas Holdem e da Liga Curitibana, Geraldo Campêlo, que já foi preso, em 2009, acusado de promover jogos de azar na cidade, mas foi julgado e inocentado, exalta os novos tempos do esporte. “Não estaria vindo para um ponto central da cidade, um imóvel amplo e bastante conhecido, se não tivesse convicção da legalidade do esporte que estou promovendo ou se quisesse trabalhar na clandestinidade. Nosso esforço agora, é para regulamentar o esporte e o funcionamento dos clubes no Brasil”, diz.

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Roger Pereira
Repórter do Paraná Portal