Samir Namur é o novo presidente do Coritiba

Fernando Garcel


Fernando Garcel e Francielly Azevedo

Os sócio-torcedores do Coritiba elegeram Samir Namur como novo presidente do Clube para o triênio 2018-2020 com 1.070 votos. Namur é advogado e disputou o pleito pela chapa ‘Coritiba do Futuro’. Na equipe estão Paulo Roberto Baggio, Jorge Durão, Eduardo Barros e Aníbal Mesquita Júnior.

A votação foi aberta às 10 horas deste sábado (9) e teve os portões fechados pontualmente às 16 horas. Dos cerca de 6,6 mil sócios, pouco mais de 2,8 mil compareceram às urnas. Na eleição passada foram 3.638 votantes. A apuração dos votos, que é feito em cédulas de papel, durou pouco mais de uma hora. Os outros dois candidatos, João Carlos Vialle e Pedro de Castro, receberam 908 e 857 votos, respectivamente. Além de 19 votos brancos e nulos.

O ex-presidente Vilson Ribeiro de Andrade, que apoia a chapa de Pedro Castro, declarou que o novo gestor deverá organizar uma força de coalização para conseguir administrar o clube e fez alertas sobre a formação da equipe que disputará a segunda divisão no próximo ano.

“Na segunda divisão vamos ter o mesmo orçamento do ano passado, porque você tem a televisão que não muda, e conseguir reduzir a despesa do departamento de futebol para realinhar esse time com jogadores com espírito de segunda divisão”, disse Andrade. “Não vai ter lugar para os ‘grandes estrelas’ e sim para jogadores envolvidos em novo projeto. Isso é muito importante para a nova gestão”, alertou.

Em discurso, o novo presidente do Coritiba declarou que o dia não é motivo de festa. “Infelizmente é importante a gente citar que parece que algumas pessoas tem uma espécie de dupla personalidade nas redes sociais”, disse ao reclamar de ataques nas redes. “Hoje é um dia de esperança, não só por dias melhores, mas por novas praticas e de um novo clube. Só dias diferentes vão nos levar a dias melhores”, finalizou Namur.

Durante a semana, em entrevista ao Metro Jornal Curitiba, Samir declarou que o objetivo para a gestão é “além de subir para a série A em 2018, entregar um clube financeiramente equilibrado, que segue procedimentos objetivos de gestão no futebol profissional e utiliza amplamente as categorias de base”.

Confira a íntegra da entrevista abaixo:

Qual o planejamento para voltar à Série A? Até pela queda nas receitas. Com a queda, aumenta ainda mais a necessidade de priorizar a base. Além disso, o processo de observação e captação de atletas na montagem do elenco também será fundamental, haja vista a necessidade de soluções mais baratas. Se a necessidade de profissionalização do futebol já era importante na série A, agora, na série B, é ainda mais essencial. Não existe espaço para erros, e subir em 2018 é prioridade máxima.

Qual será a política com relação ao preços dos ingressos e planos de sócios? Os planos de sócios são fixados pelo Conselho Deliberativo que, por enquanto, optou por manter os mesmos valores de 2017. Ainda em dezembro pretendemos lançar promoções para pagamento da anuidade. Já a política de ingressos tem que ser revista, com redução de valores, seja para atender a parcela mais carente da torcida, para utilizar espaços ociosos do estádio e, principalmente, adequar-se à realidade financeira da série B.

Qual a avaliação sobre a atual gestão (triênio 2015-2017)? Cometeu um grande número de erros, principalmente pela ausência de gestão profissional do futebol e baixo aproveitamento das categorias de base. O Coritiba termina 2017 com 57 atletas no elenco profissional, número que simboliza a ausência de critério em muitas das decisões que foram tomadas.

Que relação pretende ter com os rivais da cidade? Relação de respeito institucional, desde que seja recíproco. O estabelecimento de parcerias, por sua vez, deve estar condicionado à existência de vantagens para o Coritiba e sua torcida.

Por que o senhor quer ser presidente? Qual o objetivo para toda a gestão? Minha candidatura inicia pelo grande amor que sinto pelo Coritiba e passa por ter colocado, desde 2015, meu nome à disposição da política do clube para trabalhar em qualquer função em que me considerassem importante. O objetivo para a gestão é, além de subir para a série A em 2018, entregar um clube financeiramente equilibrado, que segue procedimentos objetivos de gestão no futebol profissional e utiliza amplamente as categorias de base.

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