Emily quer manter padrão de jogo da seleção feminina

Redação


Emily Lima está oficialmente apresentada como a nova treinadora da Seleção Brasileira Feminina. Na manhã desta quinta-feira (3), a técnica concedeu sua primeira entrevista coletiva, na sede da CBF, no Rio de Janeiro, e falou sobre o estilo de jogo que pretende implantar no time.

“Venho com uma missão de fazer tudo diferente do que eu vivi durante 25 anos no futebol. Então eu vou trazer o de melhor e mais moderno para a CBF. Claro que tenho que pensar muito bem o modelo de jogo que vou utilizar, porque no clube eu tenho algumas peças que eu precisava me adaptar. Aqui eu posso convocar as melhores atletas da atualidade. Minha ideia é trabalhar sim nas duas linhas de quatro, para manter um padrão definido. Então espero modernizar o máximo que eu conseguir dentro das peças que nós convocarmos. Gosto muito do jogo apoiado. Temos que nos atualizar. Estudo muito o futebol da Europa, que é o futebol mais vistoso que eu vejo hoje”.

Questionada sobre o futuro da Seleção com a aproximação de saídas de referências como Marta, Formiga e Cristiane, Emily não escondeu a admiração por suas ex-companheiras de futebol e também falou sobre a nova geração.

“Ainda acredito que a Marta consiga ficar nesse ciclo de quatro anos, nesse ciclo olímpico, e a Cristiane também. Gostaria que a Formiga também, mas ela já estará com seus 42 anos e não sei. Mas eu ainda apostaria que daria para a gente trabalhar juntas nesse ciclo. Acredito nas meninas novas que estão vindo. Mas temos que ver essa renovação com cautela.

Ex-jogadora e atualmente treinadora, Emily tem 36 anos e será a primeira mulher a comandar a Seleção Brasileira Feminina principal. A técnica falou em sonhos e na honra pelo convite da CBF.

“Meu principal sonho era estar aqui. Acho que o primeiro sonho está sendo realizado. O segundo não é pessoal. É ver a modalidade ser reconhecida e valorizada no nosso país. Para mim, o meu maior sonho é ver a modalidade onde ela merece estar. Acho que a cultura do nosso país é machista, mas a gente está quebrando essa barreira. Vou valorizar muito o que o presidente está fazendo, de ter muita coragem de colocar uma mulher à frente da Seleção principal”.

Informações da CBF

 

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