Sem clube há seis meses, Thiago Larghi fica admirado com Athletico e nega oferta do Coritiba

Thiago Larghi foi uma das três maiores revelações de técnicos do futebol brasileiro no ano passado. Ao lado de Tiago Nun..

Vinicius Cordeiro - 22 de abril de 2019, 17:33

PR - BRASILEIRAO - ATLETICO PR X ATLETICO MG  - ESPORTES - Tecnico Thiago Larghi  do Atletico-MG durante partida da quinta rodada do Campeonato Brasileiro 2018, realizada na Arena da Baixada, em Curitiba, neste domingo (13). Foto: Geraldo Bubniak /AGB
PR - BRASILEIRAO - ATLETICO PR X ATLETICO MG - ESPORTES - Tecnico Thiago Larghi do Atletico-MG durante partida da quinta rodada do Campeonato Brasileiro 2018, realizada na Arena da Baixada, em Curitiba, neste domingo (13). Foto: Geraldo Bubniak /AGB

Thiago Larghi foi uma das três maiores revelações de técnicos do futebol brasileiro no ano passado. Ao lado de Tiago Nunes, no Athletico, e Maurício Barbieri, ex-Flamengo e demitido pelo Goiás ontem (21), ele fez um bom trabalho no Atlético Mineiro, mas acabou sendo demitido em outubro.

Já se passaram seis meses desde então, quando deixou o Galo com um aproveitamento de 55,10% - foram 49 jogos, 23 vitórias, 12 empates e 14 derrotas.

O comandante de 38 anos foi à Europa, onde passou pela Espanha e Itália, e fez um curso Licença Pró da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Agora, busca uma nova oportunidade no futebol brasileiro.

Em entrevista ao Paraná Portal, ele comentou que Athletico e Cruzeiro são os clubes brasileiros que apresentam o melhor futebol nesse início de ano, destacando o trabalho de Tiago Nunes e elogiando o meia Tomás Andrade, seu ex-jogador no Galo. Ele também negou a suposta oferta para assumir o Coritiba após a demissão de Argel Fucks, em fevereiro.

Além disso, ele comentou sobre assumir um clube durante o ano, a postura dos dirigentes na avaliação dos treinadores e como gosta que sua equipe jogue.

Confira a entrevista com Thiago Larghi:

Como você está desde a demissão no Atlético-MG? O que dá para avaliar do seu trabalho em Belo Horizonte?

Foi uma saída que eu não esperava. Estávamos o Brasileiro inteiro dentro do G6, uma campanha boa, era o ataque mais positivo, estávamos a quatro pontos do sétimo (colocado). O time com padrão de jogo, com time titular definido. Tínhamos uma certa estrutura. Entendo que futebol brasileiro tenha os imediatismos e nem sempre as diretorias têm a segurança de manter o trabalho e optaram pela troca.

O que você fez nesse período? 

Eu fui para a Europa. Antes ainda tive o curso da CBF. Fiz alguns estágios, no Barcelona e na Fiorentina, conversei com alguns treinadores e me atualizei de alguma forma. Troquei informação. O que eu fiz, o que deu certo e o que eles vinham fazendo lá. Foi bastante proveitoso e interessante, principalmente na Espanha.

O que mais te chamou a atenção lá?

Eu vi a clareza com que eles (Barça) entendem o jogo e conseguem colocar isso na prática. Obviamente eles têm um plantel que permite isso. É um clube que tem um estilo muito bem definido e essa clareza é muito importante. A partir do momento que você sabe o que você quer, você vai corrigindo alguns detalhes e não muda tudo, recomeçando. Essa é a parte ruim. O importante é sempre estar melhorando pequenas coisas dentro de uma ideia. Lá é uma sequência de muitos anos.