Defensa y Justicia bate Palmeiras nos pênaltis e conquista a Recopa Sul-Americana

Rafael Nascimento


Em jogo dramático, o Defensa y Justicia conquistou o título da Recopa Sul-Americana ao vencer o Palmeiras nos pênaltis (4 a 3) na noite desta quarta-feira (14), no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, no jogo de volta da competição. 

O time argentino venceu por 2 a 1 no tempo normal, mesmo placar do confronto de ida, disputado semana passada na Argentina e vencido pelo time brasileiro, e forçou a decisão na prorrogação e depois nos pênaltis.

Raphael Veiga, em cobrança de pênalti, anotou o gol alviverde. Braian Romero, no primeiro tempo e Benítez, já nos acréscimos da etapa final, fizeram os gols argentinos no tempo normal.

Após empate na prorrogação, Luiz Adriano, que entrou no segundo tempo do tempo extra, e Weverton desperdiçaram suas cobranças de pênaltis.

A Recopa Sul-Americana reune os campeões da Copa Libertadores e da Copa Sul-Americana. 

Além da taça, o time argentino, atual campeonato da Sul-Americana, embolsa US$ 1,25 milhão (pouco mais de R$ 7 milhões na cotação atual) com a conquista da Recopa.

Palmeiras e Defensa y Justicia serão rivais no Grupo A da Copa Libertadores, que foi definido hoje com a vitória do Del Valle sobre o Grêmio.

Este foi o segundo título perdido nos pênaltis pelo Palmeiras em menos de uma semana, que foi vencido pelo Flamengo, domingo passado, na decisão da Supercopa do Brasil.

JOGO DE MUITA MOVIMENTAÇÃO NO MANÉ GARRINCHA

O jogo começou quente no Mané Garrincha, com as equipes abusando de entradas duras e muita reclamação com a arbitragem. 

Com a bola no chão, o Palmeiras chegou pela primeira vez mais 8 minutos, após lançamento do campo de defesa de Danilo e arremate de Wesley, em posição irregular, salvo em cima da linha pela defesa argentina.

Derrotado no jogo de ida, a necessidade do resultado positivo fez o Defensa y Justicia se lançar todo ao ataque. Aos 14 minutos, Weverton bateu roupa após chute de fora da área, mas o goleiro palmeirense levou sorte ao Pizzini não aproveitar o rebote.

Só que ao mesmo tempo em que atacava com intensidade, os argentinos cediam espaços para contra-ataques do Palmeiras. Em um deles, Raphael Veiga roubou a bola e acionou Rony, que invadiu a área e foi derrubado dentro da área. O árbitro Leodan González minimizou o lance em um primeiro momento, mas confirmou o pênalti após consulta ao assistente de vídeo (VAR). Veiga cobrou com força e abriu o placar: 1 a 0.

Em novo contra-ataque veloz puxado pelo Palmeiras, aos 27 minutos, Rony invadiu a área e serviu Wesley, mas o camisa 11 se atrapalhou com a bola, caiu e não conseguiu a finalização.

De tanto pressionar, o Defensa y Justicia chegou ao empate com Braian Romero, em chute forte aos 29 minutos.

O time argentino seguiu abafando o Palmeiras e exigiu que Weverton se esticasse para defender os arremates de Braian Romero e Benítez.

PRESSÃO ARGENTINA NO TEMPO NORMAL E NA PRORROGAÇÃO

Rony teve boa chance logo aos 3 minutos da etapa final, mas parou no goleiro Unsain. Apesar do lance palmeirense, o Defensa y Justicia era mais consistente e cresceu no jogo. Bastante exigido, Weverton evitou o segundo gol argentino após chute de Braian Romero e tentativa de gol olímpico de Benítez.

Não bastasse as dificuldades na saída de jogo, o Palmeiras ainda ficou em desvantagem numérica aos 20 minutos. Viña foi puxado e derrubado por Meza em descida ao ataque, mas reagiu com um pontapé nas costas do marcador e foi expulso.

O Palmeiras suportou a blitz do Defensa y Justicia até os acréscimos, mas não segurou o empate. Aos 47 do segundo tempo, Benítez aproveitou erro na saída de bola palmeirense e soltou uma pancada de fora da área, sem qualquer chance para Weverton e para decretar a prorrogação: 2 a 1.

Mesmo com um homem a menos e o alto desgaste físico, o Palmeiras foi valente nos 30 minutos de tempo extra. Aos 5 minutos da prorrogação, o goleiro Unsain agarrou Rony, pênalti confirmado após análise do VAR.

A indefinição do árbitro Leodan González inflamou jogadores dos dois times, que se desentenderam dentro e fora de campo – pior para o time argentino, que perdeu Braian Romero expulso por reclamação.

Gustavo Gómez bateu fraco a cobrança de pênalti e facilitou o trabalho de Unsain.

No segundo tempo da prorrogação, o técnico Abel Ferreira promoveu a entrada do atacante Luiz Adriano, recuperado da covid-19.  Mesmo exaurido, o Palmeiras ainda teve forças para buscar o ataque na reta final da prorrogação, mas o gol não saiu.

Luiz Adriano, na trave e Weverton, sobre o gol, desperdiçaram suas cobranças e o Defensa y Justicia, impecável nos pênaltis, levou o titulo por 4 a 3.

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