Karina, a guerreira de Alto Paraná é agora Árbitra de Handebol

Pedro Ribeiro


A pequena Alto Paraná, protegida pelo manto sagrado de Santo Antonio, padroeiro de igreja matriz, e por todos os atores das religiões que pregam o bem neste nosso país, continua sendo protagonista de descobertas de talentos, principalmente na área esportiva.

Isto graças aos esforços dos educadores – professores – que se dedicam de corpo e alma no ensinamento, apostando no biotipo dos “prata da casa” para alcançar o pódio dos grandes centros, já que as políticas públicas de incentivos aos esportes amadores deixam a desejar, em especial em pequenos municípios do país.

ÁRBITRA DE HANDEBOL

Karina Vasconcelos (28), professora de educação física e instrutora de handebol, é mais um desses talentos desconhecidos que conquistou, com esforço próprio e muita perseverança, seu lugar no tapete vermelho do seleto clube comandado pelas federações e associações esportivas. Ela é Árbitra de Handebol da Associação Paranaense de Árbitros de Handebol – APAH.

Me recordo de dois talentos de Alto Paraná que se destacaram nos esportes, como Moacir Marconi (Coquinho) que brilhou nas pistas de corrida do Brasil e do Mundo e do jogador de Futsal, Marcio Henrique que jogou futsal na Russia e hoje defende o Paranavaí. É claro que deve ter outros e que terei o prazer de registrar.

“Em Alto Paraná temos grandes atletas, principalmente no handebol, como Vanessa Deolmondes que já participou de um mundial escolar na França. Ela foi minha dupla na arbitragem durante um ano, mas optou por continuar jogando, pois joga muito”, conta Karina.

Karina começou a jogar handebol aos nove anos de idade, por incentivo do irmão, Adriano Vasconcelos, técnico de handebol, e só parou agora, aos 27, quando passou no teste para árbitra.

PROJETO MAIS UNIDAS

Foram quase 20 anos de práticas esportivas, com passagens por quadras e canchas de areias de vários estados e cidades, entre elas, Araçatuba (SP), Londrina. Quando jogava foi campeã de muitos campeonatos importantes, tanto na quadra quanto na areia.  “Agora vou ficar só como árbitra, porque não dá para apitar e jogar ao mesmo tempo”, diz.

Em sua trajetória esportiva, dentro da pequena  Alto Paraná, Karina, 1,70m,  foi professora de educação física de em escolas municipais e trabalhou como treinadora de iniciação de handebol no projeto Mais Unidas, do Banco do Brasil, que leva ensinamentos do handebol a crianças com idade de 10 a 14 anos,  onde permanece até hoje.

Mas é na arbitragem que encontrou seu caminho. “Quero me  dedicar a essa nova função dentro do esporte. Agora tenho a arbitragem como minha prioridade, pois amo muito”. Segundo a jovem atleta, seu maior objetivo é ser Árbitra  nacional de quadra, assim como recentemente se tornou Árbitra nacional de Beach.

Karina, que ao longo dos anos freqüentou quadras e bastidores do esporte amador, disse que, sua opinião “há muito a se fazer  quando falamos em políticas públicas para o esporte de maneira geral e muito também a se fazer pela base do esporte a nível nacional. Faltam investimentos para melhorar a qualidade de vida em todas as esferas”.

NOTA

Fiz esta reportagem com Karina Vasconcelos não por ela ser de Alto Paraná, minha cidade, mas por ter conhecimento de que mais uma atleta paranaense se destacava em alguma função de ponta nos esportes. Há alguns anos fui convidado pela Secretaria de Educação do Estado para escrever um livro sobre talentos escondidos ou desconhecidos em nosso Estado nas escolas estaduais. Foi uma das minhas melhores experiências como jornalista e escritor, pois conheci gênios em todas as áreas e em todas as regiões do nosso Estado. O menino especial que pintava com os pés, o grupo folclórico na barranca do rio Paraná, a menina que recitava e assim por diante. Uma riqueza cultural ainda escondida. O livro chama-se FERA e não foi distribuído às escolas em função de política partidária. O novo governo não permitiu que o antecessor continuasse a ser conhecido, principalmente na educação e cultura. Lamentavelmente

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Pedro Ribeiro
Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal