“Eu estava mentalmente preparado para perder, mas não pra esse merda”, diz Aldo sobre McGregor

Roger Pereira


Antes da pesagem dos atletas do UFC 198, três lutadores brasileiros que disputarão cinturão do UFC em suas categorias em suas próximas lutas participaram de um bate papo com os fãs. O ex-campeão dos pesos pena, José Aldo, a desafiante ao cinturão dos peso galo, Amanda Nunes e a aspirante ao título dos peso palha, Cláudia Gadelha atenderam ao público.

Amanda Nunes falou sobre como está aprimorando sua parte física para encarar Miesha Tate, Claudinha comentou sobre a rivalidade criada no reality show The Ultimate Figther, quando foi treinadora de uma equipe e sua futura adversária, Joanna Jędrzejczyk foi a outra técnica.

Questionada como se segurou para não ir às vias de fato com a rival por conta das inumeras provocações feitas durante as gravações do programa, ela admitiu “a gente caiu na porrada sim, mas foi ao final de uma gravação e não estavam mais filmando”.

Mas foi José Aldo que respondeu a mais questionamentos da plateia, principalmente a respeito de sua última luta, derrota para o irlandês Conor McGregor, e seu futuro na organização.

“É um esporte e ganhar ou perder faz parte. A gente estava havia muito tempo sem perder, e se preparou emocionalmente para o dia que isso viesse a acontecer, porque um dia ia acontecer, mas não para esse merda”, disse afirmando não considerar que errou a estratégia de luta que acabou com um nocaute aos 13 segundos.

“Fiz o que estava treinado para fazer. Fiz o certo, entrei da maneira como tinha que entrar contra um canhoto, mas o meu golpe, que acertou ele antes, pegou um pouquinho mais acima e o dele, pegou em cheio. Aí não tem o que fazer, é da luta”, disse.

Aldo não escondeu o descontentamento em não ter recebido o direito de lutar uma revanche contra o irlandês, que, depois da vitória sobre o brasileiro, subiu de categoria para enfrentar Nate Dias, foi derrotado e mesmo assim, ganhou o direito de lutar mais uma vez entre os pesos leves ao invés de defender seu cinturão dos penas. Assim o Aldo enfrentará Frank Edgar, pelo título interino da categoria.

“Não era o que eu esperava. Pelo meu histórico, pelo número de vezes que defendi o cinturão, acho que tinha o direito a uma revanche. Mas sou funcionário do UFC, luto contra quem eles mandarem. Ainda vou pegar ele, essa hora vai chegar, nem que seja na rua”, brincou.

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Roger Pereira
Repórter do Paraná Portal