F1: Hamilton vence GP do Brasil histórico, levanta a torcida e segue na briga pelo título

Redação

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Em um GP do Brasil memorável, Lewis Hamilton (Mercedes) fez uma corrida irretocável e superou o rival Max Verstappen (Red Bull). Com a vitória neste domingo (14), o britânico diminui a distância para o rival e segue em busca do oitavo título no mundial de pilotos da F1.

Largando em 10º, Hamilton não mediu esforços para assumir a ponta e garantir a vitória. O triunfo veio após uma disputa épica com Verstappen no trecho final da prova. Valteri Bottas (Mercedes) completou o ó pódio do GP de São Paulo.

Hamilton levantou a torcida nas arquibancadas do Autódromo de Interlagos. Ao completar as 71 voltas, recebeu a bandeira quadriculada hasteada por Rebeca Andrade, primeira brasileira campeã olímpica na modalidade e primeira atleta mulher a ganhar duas medalhas em uma mesma edição.

Evocando o gesto histórico de Ayrton Senna, do qual é fã declarado, Lewis Hamilton fez a volta de desaceleração levantando uma bandeira do Brasil.

Com os 25 pontos conquistados em Interlagos, Hamilton alcançou 318,5 pontos no mundial de pilotos da F1. Verstappen somou 18 pontos no GP e dois na sprint race, e agora tem 332,5. Faltando três provas até o final da temporada, a diferença entre os rivais caiu de 21 para 14 pontos.

A CORRIDA: GP DO BRASIL DE F1

Na pole position, Valteri Bottas não fez uma boa largada e viu os dois carros da Red Bull tomarem a ponta. Max Verstappen tracionou bem e assumiu a primeira posição logo nos primeiros metros após a largada. Sergio Pérez aproveitou para dar o bote após o S do Senna.

Enquanto isso, no pelotão intermediário, Lewis Hamilton pilotava de forma agressiva para recuperar terreno e diminuir a desvantagem decorrente de punições no grid de largada.

Assim como na sprint race de sábado (14) — mas desta vez largando em 10º, e não na última colocação –, o britânico ganhou quatro posições na primeira volta.

Compatriota de Hamilton, a jovem sensação da McLaren, Lando Norris, tocou na Ferrari de Carlos Sainz Jr., saiu da pista e foi para a última colocação. O espanhol disse pelo rádio que foi espremido e não conseguiu evitar a batida.

Agressivo na pista, Hamilton manteve o ritmo e continuou a escalar o pelotão. Após ultrapassar Sainz, Charles Leclerc e Bottas, o vice-líder do campeonato mundial de pilotos chegou à volta 4 na terceira colocação.

SAFETY CAR 1

Na volta 6, Yuki Tsunoda, da Alpha Tauri, perdeu o ponto de freada na primeira perna do S do Senna e tocou o carro à frente, pilotado por Lance Stroll, da Aston Martin. O japonês bateu a dianteira nos pneus traseiros do rival, perdendo a parte do carro.

A asa que pertencia ao carro de Tsunoda ficou posicionada perigosamente na área de escapa do trecho sinuoso, fazendo a direção de prova acionar o Safety Car para limpeza da pista.

Na relargada, ao final da volta 8, Max Verstappen segurou o ritmo o máximo que pode, acelerando fundo apenas quando estava próximo à linha de chegada, de forma a evitar a perda de posições. Sergio Pérez trabalhou bem como escudeiro, evitando as investidas de Hamilton.

SAFETY CAR 2 (VIRTUAL)

Poucas voltas depois, o Safety Car foi novamente acionado. Na volta 14, Mick Schumacher, da Haas, tocou a traseira de Kimi Raikkonen, da Alfa Romeu, e também perdeu o bico. O carro de segurança virtual foi determinado por uma volta.

Hamilton manteve a distância para Pérez, preparando para atacar o rival da Red Bull tão logo o ritmo da corrida fosse estabelecido.

HAMILTON X PÉREZ

Na volta 18, um pega sensacional levantou as arquibancadas no Autódromo de Interlagos. Lewis Hamilton aproveitou a asa móvel para se aproximar de Sergio Pérez na reta dos boxes e, por fora, ganhou a posição na primeira perna do S do Senna.

O mexicano da Red Bull deu o troco na reta oposta, também aproveitando a asa móvel para retomar a segunda colocação. No entanto, na volta 19, Hamilton usou a mesma estratégia para ultrapassar definitivamente o rival.

A essa altura da corrida, Hamilton tinha uma desvantagem de 3s7 para Max Verstappen, que aproveitou as voltas que teve Checo como escudeiro para abrir vantagem na ponta.

PRIMEIRA PARADA

A Merdeces chamou Lewis Hamilton para os boxes na volta 26. Como recomendou a Pirelli, ele trocou os pneus de composto médio (amarelo) para o composto duro (branco), que são mais lentos, mas têm maior durabilidade.

A Red Bull não arriscou e chamou Max Verstappen na volta 28, de forma a tentar manter a vantagem na pista. No entanto, a diferença entre os carros, que era de 3s8, caiu para 1s7 após no pitstop.

SAFETY CAR 3 (VIRTUAL)

Na volta 30, o Safety Car virtual foi acionado novamente para a retirada de detritos na pista. O maior beneficiado com o VSC foi o finlandês Valteri Bottas, que aproveitou o ritmo mais lento dos carros para fazer a troca de pneus e voltar na frente de Sergio Pérez.

Enquanto isso, na briga pela liderança, Lewis Hamilton continuava a perseguição a Max Verstappen, reduzindo a vantagem do holandês para apenas 1s4. Mais rápido nas retas, o piloto da Mercedes buscava diminuir a diferença para menos de um segundo para poder abrir a asa móvel.

SEGUNDA PARADA

No trecho final da corrida, a Red Bull se antecipou à Mercedes e chamou Max Verstappen para os boxes na volta 41. O holandês voltou para a pista em quarto, novamente com pneus duros, mas com um ritmo surpreendentemente forte.

Na volta 43, Verstappen cravou a volta mais rápida, 0s4 mais veloz que Hamilton, acabando com qualquer chance de um overcut.

A essa altura da corrida, a Mercedes tinha uma decisão a tomar em relação ao composto de pneus para o trecho final da corrida de Lewis Hamilton. Na primeira perna, o britânico provou que os pneus médios poderiam aguentar mais de 20 voltas.

No entanto, a equipe tomou a decisão mais conservadora e colocou um novo jogo de pneus duros, passando a responsabilidade inteiramente para o heptacampeão mundial.

HAMILTON X VERSTAPPEN

Com o mesmo composto de pneus de Verstappen, Lewis Hamilton voltou para a pista na volta 44, na segunda colocação, e começou a imprimir um ritmo muito forte. Três volta depois, já havia diminuído a diferença para menos de um segundo, o que permite a abertura da asa móvel.

A primeira tentativa de tomar a ponta aconteceu na volta 47. Lewis Hamilton fez o traçado por fora e Verstappen defendeu.

Na volta seguinte, ainda mais próximo do rival, o britânico tentou novamente a mesma estratégia. Dessa vez, o holandês precisou defender de forma agressiva, e os dois carros foram para fora da pista. A manobra foi analisada pelos comissários, mas Max Verstappen não foi punido.

Na volta 50, Lewis Hamilton voltou a se aproximar do líder e reduziu a diferença para menos de um segundo. O britânico se manteve próximo o tempo todo, mas não tentou o bote por algumas voltas, possivelmente para esfriar os pneus.

Foi durante a volta 58 que Hamilton forçou o ritmo novamente e começou a pressionar o rival, que resistiu às duas investidas, na reta e na reta oposta. Pelo zigue-zague que fez na tentativa de evitar a ultrapassagem, Max Verstappen foi alertado pela direção de prova.

Mas na volta seguinte não houve formas de defender. Mais rápido, Lewis Hamilton passou Verstappen com sobras e assumiu a ponta, levantando o público em Interlagos.

O carro da Mercedes imprimiu um ritmo muito mais forte que a Red Bull, e Max Verstappen sequer teve alguma chance de abrir a asa móvel contra o rival.

Volta após volta, Lewis Hamilton aumentava a vantagem: 1s4 na volta 60, 2s2 na volta 61, 3s na volta 63 e 7s5 na volta 68. Verstappen encerrou o GP do Brasil de F1 mais de 10 segundos atrás do rival.

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