Família de Caio Júnior deve pedir indenização para a Chapecoense

Redação


A família do treinador Caio Júnior, morto no acidente que vitimou 21 pessoas entre atletas da Chapecoense e jornalista, no final de novembro, em Medellín, deve protocolar nesta semana na Justiça catarinense, um pedido de indenização da Chapecoense. O treinador foi homenageado pelo Paraná Clube na noite de quarta-feira (5), com seu nome estampado na Sala de Imprensa do clube. Segundo o filho de Caio, Mateus Saroli, a Chape não tem sabido lidar com o caso. “O foco do clube não são as famílias, nesse momento o clube poderia ter lidado com a situação de maneira diferente”, disse à imprensa.

Na noite de terça, porém, havia sido difundido um boato de que a família poderia pedir uma indenização de até R$ 30 milhões, o que foi negado. “Isso foi uma mentira e nem pegaria bem esse valor altíssimo”, comentou.

Os familiares avaliam que o clube errou e foi negligente ao fazer o fretamento do voo para Medellín, na Colômbia. Caio recebia cerca de R$ 120 mil mensais, considerando a soma dos direitos de imagem e o contrato por CLT. Havia ainda a possibilidade de premiação prevista em contrato caso o clube recebesse títulos. A Chapecoense disputaria a final da Copa Sulamericana contra Atlético Nacional de Medellín.

Outras famílias de vítimas do acidente também devem entrar com ações ou já entraram na Justiça contra o clube. Elas exigem revisão similar à da família de Caio Junior. De acordo com a assessoria, os parentes do técnico sentem descaso da Chapecoense, por falta de contato e auxílio nos dias seguintes ao acidente, entre outras questões.

Os familiares alegam que o clube não checou as reais condições da companhia Lamia. Somente depois da tragédia é que os familiares foram informados que o seguro da empresa Lamia, dona do avião, estava vencido. Até agora, a família de Caio Junior alega que só recebeu o seguro da CBF, que representa dez salários do técnico. O valor da ação deve ser calculado pela Justiça.

A assessoria da Chapeconse afirmou que por enquanto o Clube não vai se pronunciar sobre o assunto. A esposa do volante Gil foi a primeira a acionar o clube na Justiça. Uma audiência entre as partes está marcada para o dia 22 de maio, em Chapecó.

Da Redação com Assessoria

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